• Onipotência: não, ninguém virá lhe salvar. Tampouco você salvará alguém.
    Por Alenne Namba

     

    Depois de começar a assistir a série Cosmos, criada pelo cientista e astrofísico Carl Sagan, comecei a me dar conta do nosso tamanho diante do Universo. A cada episódio, levamos um golpe atrás do outro, somos convidados a nos colocar no nosso devido lugar diante de uma magnitude real muitas vezes inimaginável. A conclusão de Sagan ao questionar a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo é um tapa na cara que nos permite acordar de tal fantasia. E é por isso que decidi escrever este artigo. Hoje iremos falar sobre Onipotência.

    Não só Carl Sagan nos ajuda a questionar a onipotência humana. Também contamos com Copérnico, ao defender que os planetas giram em torno do Sol e não da Terra. E também nos ajuda Freud, ao afirmar que o Ego não era senhor na própria casa. Ou seja, somos desamparados e só nos resta aceitar isso: sua vida é de sua responsabilidade. Ninguém virá de fora para lhe salvar.

    E para muitos, isso é desesperador.

    Diferentemente da inteligência animal, que se encontra presa a determinantes biológicos, a inteligência humana não vem pronta, encontra-se solta e vai sendo construída ao longo do desenvolvimento.

    O mesmo acontece com a sexualidade e a agressividade. O animal não usa sua inteligência, sexualidade e agressividade para fins positivos ou negativos. Eles usam pelo instinto de sobrevivência e perpetuação da espécie. Já os humanos podem usar sua inteligência, sexualidade e agressividade para o bem ou para o mal.

    Você não irá ler nos jornais uma manchete noticiando um estupro de uma girafa por um elefante. Mas entre humanos sim. Também não lerá nos noticiários um leão ganhando um prêmio Nobel por descobertas tecnológicas que ajudaram na cura de uma doença grave. Mas entre humanos sim. Como humanos, direcionamos nossa energia, nossos impulsos, para o bem e para o mal. É também por isso que inteligência intelectual não está diretamente ligada a inteligência emocional e vice-versa.

    Por isso mesmo, faz-se necessário impormos limites a esses impulsos, uma vez que não vivemos sozinhos e sim num mundo compartilhado com outros humanos, com animais, com toda a natureza.

    Aquele que deseja ocupar um cargo, por exemplo, pode se sentir obrigado a agir de modo ético e assim, limitar seu desejo. “Só faz sentido para mim se eu conseguir ganhar esta posição de modo honesto, sem mentir, manipular ou agredir durante o percurso.”

    Aquele que deseja fazer o bem, também pode refrear seu desejo ao perceber que corre risco de vida numa situação de ajuda humanitária em meio a uma guerra, por exemplo.

    É aqui que entra o cerne da Psicanálise: o Complexo de Édipo. Este fenômeno que faz o papel do castrador, do limitador, do direcionador dos impulsos humanos. “Se eu, enquanto criança, não posso ter todo o amor de minha mãe já que ela se relaciona com meu pai, então precisarei direcionar meu amor/ódio para outro lugar.” É o Complexo de Édipo que irá frustrar a onipotência infantil, de que o mundo gira ao seu redor e todos os seus desejos devem ser prontamente atendidos.

    Caso a castração consiga ocorrer de modo minimamente eficaz, a criança irá internalizar esse superego, herdeiro do Complexo de Édipo, e passará a se vigiar a partir dali. “Embora eu queira muito, não posso fazer isso, não posso fazer aquilo, é melhor eu pensar duas vezes, vou ter de abrir mão daquilo…”

    E quem faz o papel do superego antes de ele ser internalizado? Em princípio, os pais, ou cuidadores, ou seja, as pessoas mais importantes para aquele pequeno ser em desenvolvimento. Quem cuida também é aquele que limita. Neste caso, a criança pensa: “se eu fizer o que desejo, posso perder o amor de meus pais, e então quem vai me proteger?” O medo do desamparo ativa o sistema de proteção na criança: “Se quiser ser amado, terei de reprimir meus desejos… Tenho de afastar para bem longe meus impulsos.”

    Quanto mais repressão, mais neuroses crescerão com este indivíduo, pois os impulsos sempre serão descarregados, de um modo ou de outro. Se não forem sublimados, serão descarregados em forma de sintomas, ou seja, de comportamentos que muitas vezes fazem o próprio indivíduo sofrer sem saber por que age daquela forma.

    Se os impulsos são sublimados ou usados como pulsão de vida, vai usar essa energia para criar, experimentar e produzir. Se for usado como pulsão de morte, fará mal a si mesmo ou ao outro.

    O ser em desenvolvimento poderia simplesmente aceitar os “nãos” impostos ao longo da vida. Mas não é o que costuma ocorrer…  Muitas vezes os próprios pais não conseguem proceder à castração, e o filho permanece com seu narcisismo infantil sendo alimentado.

    Dificilmente você ouve frases como:

    Eu aceito que não posso tudo, de coração.

    Ok, se perdi essa oportunidade. Outras virão.

    Eu não tenho pai rico, mas não tenho nenhuma inveja de você que tem.

    Eu não nasci para ser magra, mas estou satisfeita com meu corpo.

    Trabalho o dia todo e cuido dos meus filhos no tempo que disponho. E tudo bem.

    Eu tenho de me sustentar. Não tenho alguém para fazer isso por mim. Aceito bem isso.

    Não vou ter a carreira de sucesso do meu primo, como meu pai queria. Mas não sofro por isso.

    Não consigo pagar a viagem dos sonhos de minha esposa. Mas ok. Convivemos bem com nossa realidade.

    A família do meu noivo não me aceita tão bem assim. Mas não me importo. Não serei amada por todos, né?

    Meu crush não está apaixonado por mim. Tudo bem. Bola para frente.

    Meu namorado terminou comigo e já está saindo com outra. Ele tem o direito, né?

    Queria descansar quando chegasse à noite em casa, depois de um dia cansativo de trabalho. Mas tenho de estudar. Ok. É a minha escolha hoje.

    Não consegui passar neste concurso. Vou continuar estudando até conseguir passar. Tranquilamente.

    Esse processo terapêutico é demorado. Mas compreendo que minhas questões são complexas e que tenho minhas resistências.

    Meu chefe ganhou na justiça a ação que impetrei contra ele. Uma decisão injusta e questionável. Mas já se esgotaram todas as instâncias. Vida que segue.

    Todos estes exemplos são recortes da vida real. Mas o indivíduo onipotente nega a realidade e entra numa batalha de Ego. De um lado as faltas, os vazios, o desamparo se impondo em sua frente, de outro o desejo de ter seu impulso atendido.

    Todos estamos em algum ponto dessa jornada. Alguns mais conscientes, especialmente aqueles que buscam se conhecer. Outros ainda nos braços da criança interna chorona e reclamona que não se responsabiliza por nada e que ainda deseja que algo externo resolva seus problemas.

    Parecem duras as palavras, mas todos carregam essa criança birrenta dentro de si. Há quem se assuste e negue. Há quem admita e trabalhe para lidar com ela.

    Ou seja, a encruzilhada é: diante do “não”, da frustração, da limitação, do vazio, do desamparo, ou posso aceitar e continuar minha caminhada cheia de pulsão de vida, produzindo, criando… ou negar e entrar na fantasia. É não suportar o vazio, o desamparo, que gera a neurose e junto com ela, a angústia.

    Encarar as próprias angústias, os próprios vazios, faz possível quebrar esse mecanismo onipotente. Entretanto, e infelizmente, a onipotência não só é vista como algo aceitável como, mais ainda, admirável. Vivemos numa época em que nossos desejos são atendidos num apertar de um botão. A tecnologia nos atende aonde quisermos e nos termos que quisermos. Drogas, sexo, roupas, comida? “Tudo aqui, ao alcance de um clique.” Quer fugir desse sentimento angustiante, do estresse, do cansaço? “Toma aqui um remedinho ou então muda o foco, pensa em outra coisa que passa, deixe de ser negativo, você precisa ser forte senão não vai atingir seu melhor potencial! Você pode, você consegue, você é f#&a!”

    Isso só reforça a onipotência. E quantos não são os livros, palestras, campanhas de marketing, discursos empresariais e políticos que reforçam essa fantasia?

    Leia também o artigo Reflexões sobre a banalização do mal

    A pessoa onipotente não produz para o bem, não cria, sente-se superior ou vítima, só reclama, não aceita, gera conflito consigo e com quem está ao redor. A onipotência não permite o desenvolvimento do verdadeiro self, vive às custas do falso self. A pessoa parece ser forte e superior, mas não é.

    Como assim não fizeram questão da minha presença?

     Como assim não serei o melhor vendedor?

    Como assim fulano não gosta de mim?

    Como assim não pensaram em fazer uma festa surpresa para mim?

    Como assim meu namorado não pensa como eu?

    Como assim meu filho não faz o que quero?

    Como assim não entendem o que digo?

    Como assim isso está acontecendo comigo?

    Como assim terei de me virar?

    Se você se identificou com este conteúdo, talvez seja a hora de criar coragem de enfrentar suas próprias fraquezas, de encarar suas vulnerabilidades. Aceitar o que você é, o que não é e tudo o que não conseguirá ser. Elaborar o Édipo. Usar a energia do impulso para algo bom, apesar de suas limitações.

    Quem consegue seguir nesta direção também sofre, tanto quanto quem não consegue. A diferença é que enquanto um se coloca no papel de vítima, o outro busca se responsabilizar e se levantar mais rápido e mais consciente da queda.

    Sempre me perguntam por que a Psicanálise demora. Digo que nosso foco de trabalho não é o sintoma, os comportamentos humanos conscientes, e sim a origem onde são formados esses sintomas. Para chegar lá, vamos mergulhando profundamente, analisante e analista, neste grande mundo interno em busca das faltas, dos buracos, dos vazios. Ou seja, o foco da Psicanálise é o desamparo. Precisamos percorrer um longo (e muitas vezes árduo) caminho.

    Saber que não somos o filhinho ou a filhinha querida do papai ou da mamãe, que não somos a única coisa que falta para que o mundo seja melhor, saber disso racionalmente é fácil. Difícil é sentir.

    A Psicanálise busca auxiliar o indivíduo a chegar ao lugar comum, entender suas limitações pessoais e sociais e compreender que se é somente mais uma gota neste grande oceano que somos todos nós. Nem mais, nem menos. E, ao mesmo tempo que isso pode ser triste, também pode ser libertador.

    Libertador porque é um grande peso levar consigo a ideia de que você tem uma importância excessiva no mundo. Talvez seus pais tenham lhe criado assim, mas é exatamente esta forma de se ver que gera as angustiantes repetições que tanto lhe fazem sofrer, que lhe fazem acreditar que você merece tudo e não pode abrir mão de nada.

    Passar pelo caminho do autoconhecimento irá lhe ajudar a desapegar, a carregar uma mala mais leve, a encontrar o seu verdadeiro valor e não um valor baseado na fantasia.

    Entretanto, toda mudança de identidade envolve luto. Neste caso, o que precisa se deixar morrer é a identidade infantil. A terapia pretende superar essas necessidades infantis onipotentes, mas para isso será necessário coragem para encarar esse luto.

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  • Todos morrem, mas nem todo mundo vive
    Por Alenne Namba

    Uma vez ouvi uma frase interessante:

    “Fulano morreu aos 20, mas foi enterrado aos 80.”

    Demorei a entender, mas percebi que esta é uma frase muito, muito verdadeira. Em meus anos de atendimento, e em minha própria experiência de vida, quantas vezes percebi uma inércia acontecendo dia após dia, ano após ano. O tempo passa, mas a pessoa está inerte, desconectada de si. Ou seja, o fulano que morreu aos 20 não morreu fisicamente, mas deixou de viver seus sonhos, de viver sua vida, dos 20 aos 80.

    Aqui em Brasília, temos uma piada que diz o seguinte: a pessoa nasce, estuda, forma-se na faculdade, passa num concurso público, casa-se, compra um apartamento na cidade de Águas Claras (para quem não conhece, trata-se de uma cidade em expansão cheia de jovens casais).

    E, é verdade. Essa é a trajetória de muitos jovens por aqui. Mas ela não garante, de forma alguma, um sentimento de felicidade. Ao contrário, é comum o surgimento de questionamentos sobre essa linha quase que fatal para que a pessoa seja considerada bem-sucedida.

    Já ouvi muito:

    “Mas, Alenne, tenho feito tudo certo… Por que não me sinto feliz?”

    Talvez fazer tudo certo lhe traga segurança, mas não necessariamente felicidade. Quem disse que estar seguro é estar feliz?

    Você tem um trabalho estável, com um salário razoável, um teto para lhe proteger, uma boa família, viaja de vez em quando… E quantos sonhos você deixou para trás? De quantas experiências que poderiam ser surpreendentes você abriu mão? Onde foi que você perdeu sua paixão pela vida?

    Eu sei que resolvi abrir o primeiro artigo do ano com um conteúdo um pouco pesado. Mas acredito de verdade que cada início de ano deveria nos encher de esperança. E essa é a ideia aqui. Que este seja o momento de fazer esse tipo de reflexão.

    Quando você voltará a se conectar consigo mesmo? Quando será fiel à sua essência? Quando abandonará a prisão em que se encontra, já que tudo o que faz é esperar o reconhecimento externo?

    Não estou aqui afirmando que devemos viver nossa vida sem nos importarmos com os outros. Está longe disso. Entretanto, muitos se prendem nessa agonia de viver pelos outros, fazendo escolhas que não são as próprias escolhas, mas sim as escolhas de alguém ou as imposições sociais.

    Não sei se já leu sobre uma enfermeira australiana, chamada Bronnie Ware, que pesquisou sobre os maiores arrependimentos de doentes terminais. Olha só os arrependimentos mais comuns relatados em seu blog:

    1. Queria ter aproveitado a vida do meu jeito e não da forma que os outros queriam
    2. Queria não ter trabalhado tanto
    3. Queria ter falado mais sobre meus sentimentos
    4. Não queria ter perdido contato com meus amigos
    5. Queria ter me permitido ser feliz

     

    Você se identificou com algum?

    Pense com carinho sobre isso.

    Estamos no início do ano, essa é uma boa hora para refletir sobre sua caminhada até aqui. Suas escolhas no passado foram importantes, para o bem ou para o mal. Mas para avançar para o futuro, é importante perceber que só se vive no presente.

    Se você vive ansioso, então está com a cabeça no futuro. Se você vive com sentimento de culpa, então está com a cabeça no passado. Mas só se vive de verdade no aqui e agora. O resto é ilusão.

    Sentir a felicidade no aqui e agora é uma questão de autoconhecimento, de compreensão de sua vida. O medo de mudar, a falsa ideia de que está tudo bem quando no fundo você está insatisfeito, tudo isso está transformando você naquele personagem lá do início do artigo: fulano morreu aos 20, mas foi enterrado aos 80.

    Imagino que não seja isso que imagina para si do fundo do seu coração. Resgate-se. Há tempo.

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  • como dizer não
    Por que é tão difícil dizer NÃO?
    Por Alenne Namba

     

    Quando resolvi escrever o eBook Aprenda a dizer NÃO sabia que teria um grande retorno das pessoas que me acompanham. E foi batata. Muitos foram os e-mails que recebi em que se relatava a grande dificuldade em dizer “não” e por motivos diversos.

    “Alenne, tenho medo de não me aceitarem”.

    “Alenne, tenho muito medo de acabar sozinha, sem meus pais nem meus amigos.”

    “Alenne, eu sequer sei o que quero, então é mais fácil dizer sim e seguir o que os outros esperam de mim.”

    Dizer “sim”, quando queremos dizer “não”, é realmente um mecanismo de enfrentamento que pode ter sido aprendido durante seu crescimento, mas que pode ser ressignificado se você tiver paciência e coragem de olhar bem aí dentro de você. O que ocorre é que pode ser bem assustador o que você pode descobrir sobre si e sobre seu relacionamento com as pessoas ao seu redor.

    Como falei logo acima, uma das principais razões pelas quais temos dificuldade em dizer “não” pode ser atribuída ao medo de não querer machucar os sentimentos de outra pessoa. No entanto, quando você escolhe não ferir os sentimentos alheios, pode também estar escolhendo ferir os próprios sentimentos. E, então, não está sendo fiel a si mesmo e está cada vez se distanciando de si próprio.

    Em meus atendimentos, ouço repetidas vezes de pacientes com dificuldade em dizer “não” que se sentem obrigados a se colocarem no lugar do outro: “Alenne, como posso não ajudar fulano, quando ele me pede? Se eu estivesse no lugar dele, apreciaria a ajuda!”

     

    Entretanto, embora convivamos com pessoas capazes de atos altruístas todo o tempo, infelizmente convivemos com muitas pessoas não tão altruístas assim. Muitas delas, inclusive, bem egoístas. E, apesar de ser duro encarar isso, é necessário (sugiro a leitura do eBook Como lidar com um egoísta).

    Então, essa ideia de nos colocarmos no lugar do outro, na esperança de que o outro faça o mesmo por nós, é bastante inocente e irreal. E, por mais que o que acabei de dizer seja, como disse, duro de ouvir, questione-se e faça uma retrospectiva de todas as pessoas que você ajudou com os “sins” que deu em sua vida e responda: todas foram gratas e devolveram sua atitude com a mesma generosidade?

    O ponto crucial aqui para se compreender não é o fato de aprender a dizer “não” porque os outros não lhe devolverão na mesma moeda. Não é isso. O ponto aqui é fazer o que você precisa fazer, seja dizer “sim” ou dizer “não”, consciente de que nem sempre o outro lhe responderá da forma como você espera e imagina.

    Outro aspecto prejudicial em se dizer “sim” constantemente é manter o outro dependente de você, ou ainda criar no outro a expectativa de que ele tem o direito que você diga “sim” sempre para tudo o que ele pedir. E isso ultrapassa todos os limites de relacionamento entre duas pessoas, pois você também tem o direito de negar auxílio, caso sinta que é o melhor a se fazer. Além disso, uma vez que você sai do padrão de fazer coisas que você não quer fazer ou coisas que lhe causam desconforto, você começará sentir um gostinho de liberdade nessa mesma relação com o outro. Nem você é preso ao outro, nem o outro é preso a você.

    Ou seja, ao aprender a dizer “não”, você pode aumentar sua confiança, reduzirá o número de pessoas que lhe demandam em excesso e criará a oportunidade de construir relacionamentos mais sinceros em sua vida.

    Você pode ter dificuldade de dizer “não” por diversos motivos:

    Medo de magoar alguém

    Medo de não ser aceita

    Medo de ser percebida como egoísta

    Necessidade de secolocar no lugar da outra pessoa

    Necessidade de socializar para ser legal

    Medo de ser percebida como reativa

    Medo de se chatearem com você

    Dificuldade em estabelecer limites

    Se você se enxergou na lista acima, aproveite, então, para baixar o eBook Aprenda a dizer NÃO. São 80 páginas gratuitas que lhe auxiliarão a sentir-se capaz de dizer “não” sem se prejudicar nem decepcionar ninguém.

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