• O que NÃO aconteceu na sua infância?
    Por Alenne Namba

     

    Você já ouviu falar em Negligência Emocional?

    O pediatra e psicanalista Donald Winnicott nos apresentou aqui a importância da figura da mãe suficientemente boa para que o filho possa atingir um desenvolvimento emocional saudável. E a negligência emocional tem tudo a ver com essa ideia winnicottiana.

    Podemos dizer que a negligência emocional é o fracasso dos pais em responder o suficiente às necessidades emocionais do filho.

    Em outras palavras, negligência emocional é algo que não aconteceu em sua infância.

    Para que você entenda por que a negligência emocional é tão sutil e quase imperceptível, vamos fazer uma experiência.

    Primeiro, eu gostaria que você pensasse em um acontecimento no seu dia de ontem. Pode ser qualquer coisa, grande ou pequena. Apenas pense em algo que aconteceu.

    Em seguida, pense em algo que não aconteceu ontem.

    É bem provável que este segundo pensamento tenha sido bem mais difícil de realizar do que o primeiro. E isso se dá porque os acontecimentos do nosso dia a dia são registrados como memórias, enquanto as coisas que não aconteceram passam despercebidas, invisíveis, quase não lembradas. Como se fossem uma poeira sem forma na nossa mente.

    Não é de hoje que temos consciência do fato de que o que nos acontece na infância apresenta um efeito tremendo sobre o adulto que nos tornamos. Mas o oposto também é verdade. Aquilo que não acontece para nós na infância tem um efeito igual ou até maior.

    Como expliquei lá no início, a negligência emocional é o fracasso de um pai ou mãe para responder o suficiente às necessidades emocionais da criança. Não é um pai que age negativamente, mas um pai que se omite. E isso pode ocorrer de várias formas, podendo se dar de modo tão sutil, que a família inteira pode estar presente quando aquele evento não está acontecendo e, mesmo assim, todos estarem totalmente inconscientes ao fato.

    Quer um exemplo?

    Suponhamos que Joãozinho venha sofrendo bullying na escola. E que hoje tenha sido um dia daqueles para ele. Ele chega em casa se sentindo bem triste, mas seus pais não notam. Nem seu pai nem sua mãe se aproximam dele para perguntar se ele está bem ou se aconteceu algo na escola ou no seu dia. Os irmãos também não se atentam aos sentimentos do Joãozinho. Estão todos envolvidos em sua rotina diária.

    Isso provavelmente é o que costuma acontecer diariamente nas casas no mundo afora. Ou seja, parece algo bem comum.

    Se é algo bem comum e se acontece com boa parte das crianças por aí, então como isso poderia danificar uma criança, deixando cicatrizes que permanecem em sua idade adulta?

    A resposta está nas necessidades naturais e de desenvolvimento das crianças. Para que uma criança cresça com um sentido completo de si mesmo, de quem ela é, e do que ela é capaz, ela tem de ter bastante consciência, compreensão e aceitação de suas emoções provenientes de seus pais. Se há uma falta dos pais em qualquer uma dessas áreas, a criança vai crescer sentindo-se incompleta e com um déficit de algumas das habilidades, como autoconhecimento e autocuidado. E acredito que não seja surpresa para ninguém de que tudo isso é essencial para que a criança se desenvolva de modo pleno e saudável.

    Vamos voltar à história do Joãozinho. Ele veio para casa se sentindo triste naquele dia. Se isso acontecer ocasionalmente, pode ser que não haja aí muito problema. Mas se for sentido com profundidade e frequência, então se acende uma luzinha de alerta. Não poderemos considerar apenas um sentimento de tristeza, mas junto dela estão outros muito importantes: Joãozinho pode também estar sentindo que não é notado, respeitado, importante para seus pais e para sua família como um todo. Joãozinho poderá crescer com esse vazio emocional e acreditar que seus sentimentos são irrelevantes, ou até mesmo vergonhosos ou inaceitáveis.

    Em consultório, vejo repetidas vezes essas falhas sutis dos pais e que marcaram profundamente a infância de meus pacientes. São indivíduos com seus 20, 30, 40 ou 50 anos tentando lidar com as consequências dessa falta, desse buraco aberto. O paciente cresce com um sentimento de incompletude, vazio, insatisfação, frustração e, muitas vezes, questionando seu próprio valor. E isso não é exceção, mas sim a regra.

    E como a negligencia emocional é sutil, fica muito mais difícil trabalha-la quando o adulto emocionalmente negligenciado volta em suas memórias da infância e justifica seus sentimentos ou a atitude dos pais. É muito comum ouvir pacientes dizerem que tiveram pais maravilhosos, uma infância maravilhosa, que nunca foram maltratados ou abusados nem física nem emocionalmente, que seus pais os amavam, que trabalharam muito para criá-los. Dizem que se estão se sentindo tristes ou deprimidos, a culpa é somente deles próprios.

    Essas pessoas simplesmente não conseguem se lembrar do que não aconteceu em sua infância. Assim como não admitem as falhas dos pais quando elas são trazidas à tona. Então, como adultos, eles se culpam por tudo o que está errado em suas vidas. Como não se lembram do que não aconteceu ou justificam a falta dos pais, então dificilmente estes pacientes conseguem enxergar o que está por trás de suas angústias para superá-las.

    Além da culpa que carregam por anos a fio, outro aspecto preocupante da negligência emocional é sua continuação de geração em geração. Crianças emocionalmente negligenciadas crescem com esse ponto cego, ou seja, geralmente não conseguem elaborar suas emoções tampouco as dos outros. E, assim, quando se tornam pais, acabam por também não estarem conscientes das emoções de seus próprios filhos. No final, esses filhos crescerão com o mesmo ponto cego de seus pais, carregando tal comportamento de geração em geração.

    Leia aqui O que está por trás do jogo Baleia Azul

    Em tempos de receio e medo de que seus filhos sejam vítimas de jogos como o atual Baleia Azul, meu objetivo com este artigo é tornar os pais mais conscientes desse aspecto sutil, mas poderoso da relação com seus filhos. Enxergar a criança e suas fragilidades e angústias é dar-lhe a oportunidade de elaborá-los, de tornar visível o invisível, de nomear o desconhecido e, principalmente, de corrigir possíveis falhas. Afinal, os pais falham, pois são seres humanos comuns e não heróis ou os donos da verdade, como muitos costumam pensar.

     

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  • Você vive ou já viveu um relacionamento de codependência?
    Por Alenne Namba

     

    Relações de codependência podem existir entre cônjuges, pais e filhos, amigos, colegas de trabalho etc. Portanto, para simplificar, irei usar o termo parceiro ao longo do artigo.

     

    Uma relação de codependência pode ser identificada quando uma pessoa sacrifica suas próprias necessidades para tentar atender às necessidades dos outros. Junto com esse olhar excessivo direcionado ao outro, você também encontrará numa pessoa codependente sentimentos de vergonha, insegurança e baixa autoestima.

    Originalmente este termo era utilizado para descrever a dependência de uma pessoa e relação às drogas e ao álcool, entretanto, hoje, o termo pode ser amplamente utilizado em comportamentos que giram em torno de outra coisa ou pessoa.

    Pessoas com traços de codependentes tendem a absorver os problemas alheios e tentam ajudar e/ou cuidar do parceiro na tentativa de mudá-lo, salvá-lo ou corrigi-lo.

    Muitos codependentes acabam por escolher parceiros que experimentam problemas com álcool, drogas, sexo, jogos, comportamentos compulsivos ou obsessivos, e egocentrismo. Mas nem sempre os problemas do parceiro são tão pronunciados ou graves. Muitas vezes basta que ele espere de você um cuidado, uma paciência, um sentir-se necessário na vida dele para corrigi-lo, salvá-lo, ajudá-lo. Como se ele não fosse capaz de fazer por si só, e sim como se você fosse responsável pelas questões emocionais e mentais dele.

    Geralmente, neste tipo de relação você sente que o problema está no outro e não em você. O parceiro é que precisa de ajuda e não você. E, muito frequentemente, você espera e tenta que o outro busque essa ajuda em terapia ou afins. Como resultado desse esforço constante em salvar o parceiro, você tenta provar que é boa o suficiente para direcioná-lo.

    Entretanto, você também teme falhar e não ser boa o suficiente, assim como teme ser rejeitado e abandonado pelo seu parceiro. Por conta disso, você tolera todos os abusos que este relacionamento traz e luta para que ele não tenha fim. Afinal, na sua cabeça, você é o responsável por este relacionamento dar certo. E se ele não der certo, você acreditará que quem falhou foi você.

    Se você se identificar com alguns dos traços que listarei abaixo, vale a pena encará-los. Do contrário, é bem provável que continuará repetindo esse padrão de codependência em seus relacionamentos futuros, pois a raiz desse comportamento é profunda e falam muito sobre como você se relaciona consigo mesmo. Essa dinâmica irá se repetir até que você busque encará-la e equilibrar o cuidado com o outro e consigo mesmo.

     

    Numa relação de codependência:

    • Os problemas ou questões do seu parceiro ocupam muito do seu tempo e/ou energia.
    • Você não quer desistir de seu parceiro, pois acredita que ele irá mudar.
    • Você muda a trajetória de sua vida para evitar conflitos com o parceiro.
    • Você gasta mais tempo cuidando ou pensando no seu parceiro do que em si mesmo.
    • Seu humor depende de como seu parceiro está se sentindo.
    • Você se preocupa com o que as pessoas pensam de você.
    • Não importa o quanto você faça, nunca é o suficiente.
    • Você sente que há algo de errado com você e continua tentando provar seu valor.
    • Você tem dificuldades em compreender seus sentimentos. Mas quando consegue, sente-se magoado, chateado, frustrado e até assustado com o que vê.
    • Você gosta de se sentir no controle.
    • Você se esforça muito mais para resolver as questões de seu parceiro, do que ele mesmo.
    • Você constantemente pede desculpas para seu parceiro.
    • As aparências são importantes para você, então você esconde de seus amigos e familiares os problemas que tem passado com seu parceiro.
    • Você se submete às opiniões e desejos de seu parceiro.
    • Você muda sua trajetória para tentar fazer seu parceiro feliz, mas ele não retribui como você gostaria.
    • Você tem medo de que, se não cuidar de seu parceiro, algo ruim possa acontecer.
    • Você se afasta das pessoas que te alertam sobre os problemas do seu relacionamento.
    • Você não quer enxergar os problemas do seu relacionamento.

     

    O que pode causar a codependência?

    Muitas vezes, as origens da codependência estão enraizadas lá na infância. Uma criança que é constantemente chamada a satisfazer as necessidades dos outros vai aprender a negligenciar as suas próprias necessidades e pode tornar-se viciado, em certo sentido, em preencher o papel de salvador do outro.

    Uma pessoa, por exemplo, que cresceu com um pai viciado em drogas ou alcoól, ou que sofreu abuso, negligência emocional, ou a inversão do papel pai-filho (em que se espera que a criança atenda às necessidades físicas ou emocionais do pai ou da mãe, numa situação de insegurança, agressões ou doença, por exemplo) pode desenvolver um comportamento codependente. E esses padrões tendem a se repetir nos relacionamentos adultos.

    Também podemos tomar como exemplo pessoas que sofreram abuso sexual e que podem desenvolver um senso de identidade e satisfação sexual que coloque as necessidades de um parceiro sexualmente manipulador e controlador sempre em primeiro lugar.

    Caso você tenha se reconhecido em pelo menos parte dos comportamentos listados acima, talvez seja a hora de encarar os problemas e fazer algo por você e pelo seu relacionamento de forma saudável. Você pode, inicialmente:

     

    1. Estabelecer uma independência saudável
    Estabelecer um espaço emocional e físico entre você e seu parceiro pode ajudar. Isso não significa separar-se ou ser egoísta, mas sim parar a obsessão perante o parceiro e olhar para seus próprios desejos e escolhas. Você não precisa estar interligado ao outro numa relação para que ela dê certo. O amor é liberdade. A prisão é obsessão.

    Na independência saudável você:

    • Define limites;
    • Não precisa se defender todo o tempo;
    • Tem liberdade para escolher em que conflitos entrar;
    • Busca ficar calmo ao invés de reagir na maior parte do tempo;
    • Leva em consideração seus próprios sentimentos e necessidades;
    • Não permite comportamentos agressivos ou perigosos do parceiro;
    • Conversa com o parceiro ao invés de tentar resolver ou corrigir os problemas dele;
    • Não controla nem critica o tempo todo.

     

    2. Fazer algo saudável por si

    Ao focar menos no parceiro e nos problemas dele, você pode começar a usar sua energia para as suas próprias questões.

    Muitas vezes escolhemos olhar para os problemas dos outros para não termos de encarar nossos próprios problemas e nossas próprias dores. Portanto, a codependência também pode ser uma fuga.

    Ao olhar para si, você terá de encarar seus monstros, mas também encontrará muita beleza escondida aí dentro. Você pode, por exemplo, procurar perdoar-se pelos erros do passado, ou reconciliar-se com seus pais. Você pode olhar para suas próprias necessidades e desejos, que foram se perdendo ao longo do tempo. Você pode usar a energia que usa para controlar tudo, para uma atividade física, para fortalecer suas amizades, para iniciar um hobby, para estudar e trabalhar.

     

    3. Buscar orientação

    Que um dos maiores desafios da vida é se relacionar não é nenhum segredo, principalmente quando o relacionamento é cheio de conflitos. Mas, apesar de ninguém estar isento de relacionamentos conflituosos, ninguém também precisa segurar tudo sozinho nas costas. É possível conseguir ajuda.

    Você pode conversar com amigos ou familiares que passam por problemas semelhantes, você pode buscar grupos de ajuda, você pode buscar terapia. O importante é não se enxergar como um super homem ou uma super mulher, pois você não é. Ninguém é.

     

    Ao buscar ajuda, você pode começar a entender porque costuma se supercompensar ao cumprir as necessidades de todos, exceto suas próprias; entender por que se coloca em último lugar; identificar quais são as suas tendências codependentes e, por fim, desenvolver uma autoestima mais saudável e uma autoconfiança mais elevada para transformar esse padrão e ser capaz de cuidar também de si.

    A mudança é sempre possível quando você cria coragem de olhar para dentro de si. Encarar a realidade, trabalhar a confiança em si mesmo e afastar-se do papel de vítima são atitudes que irão auxiliá-lo a transpor esse obstáculo de sua vida.

     

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  • Estamos drogando nossas crianças
    Por Alenne Namba

     

    Hoje li uma notícia que me deixou muito esperançosa. Alguns governos espalhados pelo mundo estão incentivando os pais de crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) a tentarem a terapia antes de recorrerem a medicamentos como a Ritalina.

    Tenho levantado essa bandeira há alguns anos, mas infelizmente muitos pais ainda se sentem mais confortáveis com o resultado imediato da medicação. Não se sentem confortáveis em buscarem as causas que levam a criança a apresentar aqueles comportamentos fruto do que, provavelmente, ela vivencia em casa.

    Menos da metade das crianças diagnosticadas com TDAH no mundo fazem algum tipo de terapia. Enquanto isso, a maior parte delas recebe tratamento medicamentoso. O que muitos pais não sabem é que os efeitos a longo prazo destas drogas sobre um cérebro jovem  ainda não foram bem estudados. Além disso, os efeitos colaterais podem ser numerosos, incluindo a falta de apetite, insônia, irritabilidade e retardo no crescimento.

    Enquanto medicamentos como a Ritalina têm efeito quase que instantâneo, a terapia pode levar muitos meses para apresentar resultados visíveis. Entretanto, os benefícios costumam ser mais duradouros justamente porque vão atrás da causa do problema. Só para ilustrar como a situação é mais complexa do que imaginamos, vou relatar aqui um caso do qual tive conhecimento há alguns anos atrás.

    Conheci os pais desse menino de seis anos de idade o qual havia se tornado um problema na escola. Ele estava batendo e chutando professores e coleguinhas. Seus pais foram chamados pela escola e ali foi sugerido que procurassem tratamento terapêutico para a criança. Entretanto, muitos terapeutas que atendem crianças sugerem que os pais também iniciem seus próprios tratamentos. Logo se descobriu que os pais tinham um relacionamento turbulento e muitas vezes explodiam em raiva e violência verbal e física. Sua atitude para com o menino era a de gritar, bater e culpá-lo em diversas situações.

    A terapeuta em questão trabalhou com a família por alguns meses e estava fazendo progressos no sentido de ajudar a família a entender a dinâmica familiar que estava afetando seu filho. Descobriram, por exemplo, que o menino explodia na escola logo após uma briga dos pais dentro de casa. Mas o progresso era lento e gradual e os pais acabaram sendo chamados pelo diretor da escola novamente. Neste segundo momento, o diretor informou que talvez o menino precisasse se consultar com um psiquiatra para ter acesso a alguma medicação. Inicialmente a terapeuta se opôs à ideia, mas concordou depois do apelo dos pais.

    E assim foi feito. A criança foi à consulta com o psiquiatra, ali foi receitada a Ritalina e logo o menino foi se acalmando e diminuindo os episódios problemáticos na escola. Isso agradou a escola e também agradou os pais, mas destruiu qualquer chance de a terapia continuar fazendo qualquer progresso. Depois disso, os pais não viram mais sentido em continuar levando o filho à terapia e optaram por continuar com a medicação.

    A felicidade dos pais era a de o filho estar melhorando suas notas na escola, mas não consideraram os efeitos colaterais a longo prazo da medicação em seu organismo. Estes pais, como muitos pais, estavam mais preocupados em fazer o que era mais conveniente do que o que iria ser o melhor método para seu filho, mesmo que a longo prazo.

    Geralmente crianças que apresentam problemas na escola também estão tendo problemas em casa. Estes problemas precisam ser enxergados e entendidos. Não necessariamente são problemas tão extremos com o exemplo que dei. Conheço o caso de uma pré-adolescente que apresentava déficit de atenção na escola, mas que acabava sofrendo de “déficit de atenção” por parte dos pais. Creio que não estava recebendo atenção suficiente em casa.

    Hoje, os pais não têm tempo para lidarem com os problemas de seus filhos. Estão sempre trabalhando, estão cheios com os próprios problemas, esperam que os filhos sejam ótimos na escola porque precisam passar numa ótima universidade… Não há espaço para problemas, não há tempo para isso nos dias de hoje. Entender o que os filhos estão passando? Entender a origem dos problemas? Reconhecer alguma disfunção familiar? Enxergar que não são tão bons pais assim? A saída mais rápida e fácil é o medicamento, como se fosse um anjo salvador.

    Sempre digo em consultório que a medicação não cura, ela simplesmente mantém anestesiado o problema. E, então, as pessoas se tornam viciadas em remédios desde tenra infância. Já ouvi de paciente que determinado psiquiatra lhe disse que deveria tomar uma certa medicação pelo resto de sua vida.

    Sério isso???

    Nem os pais nem os profissionais estão trazendo para a superfície as reais causas psicológicas do problema. Só fazendo isso, podemos lidar com os comportamentos que a criança apresenta.

    Espero, do fundo do coração, que você seja multiplicador do que apresento neste artigo. Se você conhece alguma família que esteja passando por algo semelhante, ajude, não se cale. A saúde física e mental de uma criança depende também daqueles que estão ao seu redor.

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