• História que os clientes contam: EMPATIA

    Como essa nova Série do site está fazendo sucesso!

    Já recebi vários e-mails de leitores que se inspiraram na primeira história que postei (leia aqui).

    Por isso decidi não perder tempo e postar logo a segunda história que a mesma cliente enviou. Na verdade, ela me disse que são muitas as situações em que aplicou o que viveu no processo de Coaching e que ainda irá escrever mais histórias para nos inspirar. Eu só tenho a agradecer!!

    Por isso, vamos lá. Sente-se confortavelmente e aproveite essa linda história que nos mostra como podemos exercer a EMPATIA.

    “Certo dia, eu estava na escola quando uma colega me procurou. Ela estava muito aflita por causa de um aluno. Vânia é professora do EJA Interventivo, que atende alunos com diversas deficiências mentais. Disse-me que um aluno chegou com as costas marcadas por uma surra que levou da mãe e que os outros alunos estavam revoltados com aquilo, dizendo inclusive que era caso de polícia, Conselho Tutelar.

    Eu perguntei a ela se conhecia a mãe do menino. Ela me explicou que era uma mãe muito atenciosa, cuidadosa e presente. Que nunca soube de maus-tratos da parte dela. Que não tinha marido. Eu perguntei o que havia acontecido para ele levar a surra. Ela contou-me que ele é um jovem de 17 anos que se comporta como criança. Até anda pelado pela casa. Que estava pulando na cama até que a cama quebrou. Sua mãe lhe bateu com um pedaço da madeira da cama que havia quebrado.

    Vânia estava preocupadíssima porque o menino havia mostrado as marcas da surra para seus colegas de turma que, revoltados, disseram à professora que aquilo era caso de polícia ou, no mínimo, Conselho Tutelar. Ela se sentiu acuada e pensou que seria bom comunicar o fato à Direção da escola. Mas eu lhe pedi para que não o fizesse antes de falar com a mãe do aluno.

    Eu pensei nos motivos que tinham levado aquela mãe a fazer aquilo e refleti com ela. Muitas vezes, nós mães punimos nossos filhos de maneira grosseira. E sempre nos arrependemos. Temos nossos momentos de desequilíbrio, problemas pessoais e acabamos transferindo isso para os filhos em momentos de raiva. E sempre nos arrependemos. Ela concordou que também faz isso, de vez em quando.

    Chegamos à conclusão de que seria melhor procurar a mãe para uma conversa. Esclarecer tudo antes. E foi isso que ela fez.

    No dia seguinte, a colega me procurou novamente. Disse que conversou com a mãe e que eu estava certa. Ela estava profundamente arrependida. Ficou muito brava porque acabara de comprar aquela cama com muito sacrifício. Quando viu o menino quebrando a cama, perdeu a cabeça e bateu nele com uma ripa da própria cama. Disse que é muito difícil lidar com o filho, pois apesar de ter 17 anos, sua idade mental é de uma criança. Não adianta conversar, reclamar, explicar. Ele pouco entende.

    Depois da conversa com a mãe, Vânia sentiu-se aliviada por não ter tomado alguma atitude movida pela emoção do momento. Agradeceu a minha empatia para com ela pois sentiu-se acolhida e segura compartilhando o problema comigo. Eu me senti muito bem em poder ajudar uma colega que estava tão aflita e poder mostrar a ela que nem tudo é como parece ser.

    Muitas vezes nos sentimos perdidos achando que o problema não tem solução. Por isso, considero importante respirar fundo, refletir e considerar as várias alternativas de solução.”

    Anete Batista da Costa, professora

    E você? Tem alguma história sobre EMPATIA para nos contar? Clique aqui para enviar sua história.

    Vamos compartilhar o que há de bom em nossas ações. Participe também desse grupo inspirador!

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  • relacionamento, paciência, princípio 90/10
    Como se relacionar com os outros?
    Por Alenne Namba Life Coaching

    Hoje estou aqui para postar um vídeo do meu novo canal do YouTube.

    No processo de Coaching, gosto de passar esse vídeo na segunda sessão. Essa sessão tem como tema Relacionamentos e Atitudes. É quando eu e o coachee (cliente) discutimos sobre suas dificuldades relacionais, sobre uma situação desafiadora pelo qual ele já passou e que não conseguiu lidar como gostaria.

    Ali, juntos, nós buscamos rastrear o foco, buscamos compreender que soluções poderiam ser utilizadas naquela situação específica. Acabamos aprendendo que as possibilidades são infinitas.

    É um momento em que explico o Princípio 90/10. Já ouviu falar dele?

    O Princípio 90/10 nada mais é o que compreender que situações inesperadas ocorrem no nosso dia-a-dia constantemente. Entretanto, a forma como as enxergamos é que irão definir o significado daquela situação para nós.

    Costumo dar o seguinte exemplo:

    A família está sentada à mesa, tomando seu café-da-manhã. Os filhos já estão vestidos para irem à escola.
    O caçulinha, de 5 anos de idade, derruba a xícara de leite na mesa. Puxa! Molha o pão da irmã, o jornal do pai, a toalha de mesa novinha da mãe. É a cena do caos!

    Nem preciso dizer que é um acontecimento suficientemente desastroso para acabar com a manhã de toda a família. A irmã fica com fome, porque não tem mais pão. E vai chateada para a escola. O pai fica mal-humoradíssimo porque o leite molhou justamente a matéria que ele gostaria de ler. A mão, nem se fala, gritou com o filho, com a filha, com o pai. Reclamou aos berros e já sentenciou: “Já estou vendo que meu dia vai ser um inferno!”

    Sim, ela está certa!

    Da forma como deu significado para aquele acontecimento, está mandando uma mensagem para sua mente: “Prepare-se, meu dia vai ser um inferno.” E, muito provavelmente, as situações corriqueiras que ocorrerão naquele dia serão enxergados por ela como negativas. um tem para contar.

    Por que, então, Princípio 90/10?

    Porque 10% diz respeito ao fato em si, ao acontecimento, à realidade.
    E 90% dizem respeito ao significado que você dá para o fato. Ele pode ser grande, pequeno, bom, ruim, desastroso, maravilhoso! Todas essas leituras é você quem cria em sua mente, estão ligadas à sua fantasia.

    E é justamente por isso que gosto de dividir esse vídeo com os coachees justamente nessa sessão. Porque ele consegue transmitir com muita propriedade essa mensagem.

    E você? Como tem lidado com os acontecimentos que surgem no seu dia-a-dia? Na sua vida?

    Conte para mim. Comente abaixo uma situação pela qual tenha passado. Tenho sempre um prazer enorme de conhecer as histórias fascinantes que cada um tem para contar.

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