• Por que você não só pode, como deve, viajar sozinha?
    Por Alenne Namba

    Já faz mais de um ano que quero escrever este artigo. A ideia foi amadurecendo na minha cabeça e agora imagino que seja a melhor hora para compartilhar.

    Há um tempo atendi uma coachee que estava fazendo diversas mudanças (e das grandes!) em sua vida. Estava mudando a forma de se relacionar com os filhos, com o trabalho, com o ex-marido, com os amigos em geral. Enfim, ela era muito guerreira e sabia que a chegada aos 40 anos lhe reservava uma vida cheia de novas experiências, novas alegrias, novas formas de enxergar o mundo e se relacionar com ele.

    E uma das várias atitudes que tomou como objetivo foi criar coragem para colocar em prática um desejo há muito tempo guardado em seu coração: viajar sozinha.

    Mãe de dois filhos e cheia de irmãs e amigas ao redor, sempre amou viajar, mas estava geralmente rodeada de gente quando pegava o avião. Entretanto, na próxima vez seria diferente. Ela viajaria sozinha, sem mais NINGUÉM…

    Para muitos, viajar sozinho pode ser muito fácil. Mas para ela, não. Viajar sozinha tinha um grande significado e foi isso que ela me relatou quando colocou os pés de volta em solo brasileiro (ela havia ido para Punta Cana, que delícia!):

    # 1
    Agora eu tenho as minhas próprias histórias para contar

    Muitas vezes, ao voltar de viagem, chegamos cheios de histórias para contar: sobre o que as crianças disseram, como se divertiram, como foi o jantar a dois, como o cunhado se comportou como um pentelho, enfim…

    Neste caso, ela tinha as próprias histórias para contar. E foram muitas.

    Contou como foi recebida ao chegar sozinha ao restaurante para jantar, como fez amizade na cadeira de praia quando estava só, como foi criar coragem sem nenhum incentivo de ninguém para entrar num lago dentro de uma cratera…

    Enfim, as histórias eram tantas que foi necessária mais de uma sessão para descrever tudo o que tinha experimentado e sentido naqueles dias em que pôde se concentrar apenas nela mesma e em suas vivências.

    # 2
    Não havia Nós, apenas Eu. E isso era o suficiente.

    Falei que ela havia ido jantar sozinha. Pois é, ela fez isso ao longo de toda a viagem, claro.

    Mas o interessante é que me relatou que, no primeiro dia, os funcionários do restaurante do hotel olharam-na com uma certa pena e ela percebeu isso. Decerto imaginaram que ela era uma pessoa sozinha, sem família, sem amigos, sem ninguém.

    O que aquelas pessoas não entendiam (e nossa sociedade é bem assim mesmo…) é que ela estava sem ninguém, mas isso não significava que estava sozinha.

    Ela tinha a melhor e mais importante companhia que poderia ter naquele momento: ela própria. E isso bastava.

    E sua atitude ao longo dos dias era tão confiante que ao final da viagem já estava amiga dos funcionários do restaurante e eles já a atendiam com uma certa admiração por sua coragem. E bota coragem nisso…

    # 3
    Eu expandi os meus limites. Saí da minha zona de conforto.

    A maioria das nossas experiências diárias estão confinadas a um certo padrão. Repetimos previsivelmente os mesmos lugares, as mesmas comidas, os mesmos tipos de transporte, os mesmos horários, as mesmas pessoas, as mesmas conversas. Infinitamente a mesma vida. Como isso é chato…

    Ao decidir viajar sozinha ela sabia que esse seria apenas o primeiro passo. Havia algo mais além.

    Ela se permitiu ir além do seu “normal” e vivenciou situações tão diferentes em sua viagem que algumas chegaram a ser bizarras. Uma delas foi quando precisou esperar por quase uma hora na parada de ônibus num local meio inseguro e distante de seu hotel. Ali, ao invés de se prender ao medo que sentia, deixou sua mente concentrar-se nas pessoas que apareciam ao seu lado para tomar sua condução para casa ao final de um dia cansativo de trabalho. Acabou fazendo amizade com uma senhora trabalhadora que lhe sugeriu tomar um táxi, pois àquela hora seria difícil tomar um ônibus para o seu destino. E assim ela o fez.

    Essa, como diversas outras situações, poderiam ter sido fator de estresse. Mas sua mente estava em outra vibração. Todas as experiências ela considerou como um grande aprendizado. Coisa que não irá esquecer nunca mais! Ela viveu na prática aquela frase que diz: “A vida começa quando termina sua zona de conforto”.

    # 4
    Eu vivi e só eu mesma posso testemunhar isso

    Ninguém pode descobrir o mundo para você. Por mais que ela tenha me contado o que viveu, eu só poderia imaginar, mas nunca experimentar o que ela experimentou ali.

    Aquela viagem foi SÓ DELA, de ninguém mais.

    Podemos ler sobre o lugar, sobre a cultura, sobre as pessoas. Podemos ouvir seu relato de viagem. Mas nunca poderemos viver o que ela viveu ali. E para isso é preciso assumir a escolha de estar presente.

    Ela me relatou que se perdia admirando o azul do mar se juntar ao azul do céu. E que aquela visão era só sua e de mais ninguém. Não havia como compartilhar aquilo com ninguém. Percebe a dimensão disso? Eu me arrepio…

    Ela não estava preocupada se o filho estava querendo um petisco ou quantos refrigerantes a filha havia tomado. Ela estava simplesmente conectada ao presente, um presente só seu. Ela estava vivendo aquilo e não somente olhando passivamente para o que estava ao seu redor.

    #5
    Eu encontrei minha liberdade

    Isso realmente é sensacional!

    Quando ela avisou a família que iria viajar sozinha, muitas foram as vozes que se levantaram num uníssono: “Como assim? Mas por quê? Está triste?”

    A nossa cultura tenta definir o que é aceitável como uma escolha “normal”. E isso geralmente é bem perigoso, porque obriga as pessoas a entrarem dentro de uma caixinha apertada onde tudo o que está fora dela deve ser considerado “anormal”.

    A maioria das pessoas vive a vida de forma a respeitar o que é esperado delas. E isso pode ser muito pouco, muito pobre, perto de tantas possibilidades por aí.

    Viajando sozinho é uma forma de demonstrar que nem sempre é preciso seguir a opinião alheia, mas que é possível ir em busca daquilo que sua voz interior diz: “seja você mesma”.

    E você, que história de autodescoberta tem para me contar? Compartilhe conosco.

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  • Como experimentar os melhores momentos da sua vida?
    Por Alenne Namba

    Você já deve ter dito isso mais de uma vez: “O tempo voa quando estamos nos divertindo.”

    Imagino que você já tenha vivido isso na pele diversas vezes. Seja uma conversa animada entre amigos, uma festa de aniversário muito aguardada, um momento gostoso com o namorado e até mesmo a confecção de um trabalho desafiador mas para o qual você se sente bastante capacitada; nesses momentos as horas podem ser longas, mas o sentimento é de que o tempo voou como se fossem apenas minutos.

    Muitos profissionais da área da psique humana chama essa experiência de fluxo. O fluxo é um estado elevado de atenção, de concentração, de forma a você se encontrar absorto em uma atividade. E um dos resultados de se deixar imerso nesse fluxo é que a gente costuma se sentir muito bem. Quando você se envolve em algo agradável, tudo flui e isso é muito prazeroso.

    Agora, se você já viveu essa sensação, já experienciou esse fluxo e gostaria de vivê-lo mais vezes, você precisa aprender algumas dicas para facilitar sua experiência:


    #1

    Prepare-se

    Raramente você se sente imersa no fluxo quando ainda está aprendendo uma determinada atividade. Isso ocorre porque, ao aprender, você acaba fazendo grande esforço tentando prestar atenção do início ao fim. Apenas quando você já se sente preparada, mais segura, é que você consegue concentrar-se naturalmente na realização da atividade. Então para que o fluxo ocorra, é preciso se sentir preparada e segura para, assim, a experiência ocorrer naturalmente.


    #2

    Desafie-se

    Raramente o fluxo ocorre em atividades muito difíceis, quando você precisa despender muito esforço; tampouco costuma ocorrer em atividades muito fáceis, quando geralmente sua mente viaja e seu foco vai junto. Portanto, é preciso que a atividade seja um mínimo desafiadora para que seja necessário envolvimento e curiosidade, a fim de você se manter concentrada.


    #3

    Deixe de lado as distrações

    Viver a experiência do fluxo é perder a noção do tempo e do espaço, nada mais importa, você não enxerga o mundo ao seu redor. Celular, redes sociais, Whatsupp, e-mail nada pode distraí-la do que está fazendo. Portanto, facilite sua vida e coloque essas distrações fora do seu alcance.


    #4

    Acalme sua mente

    Uma outra fonte de distração que, muitas vezes, é a mais significativa é a constante voz na sua cabeça falando com você todo o tempo. Essa conversa que acontece dentro da sua cabeça pode impedir que o fluxo ocorra naturalmente. É preciso um mínimo de paz para essa experiência. Portanto, respire, acalme-se, medite se desejar, e deixe o caminho livre para vivenciar da melhor forma o que está para fazer naquele momento.


    #5

    Conecte-se seu corpo também

    É claro que a mente controla o corpo e que tudo em nós está interligado. Portanto, quanto mais você envolver seu corpo na atividade que você está fazendo, mais fácil será atingir o fluxo. Uma das coisas que aprendi com o Nuno Cobra (treinador do Ayrton Senna) em seu livro A semente da vitória (sensacional, vale a pena a leitura) foi conversar com meu corpo enquanto estivesse praticando a corrida. Eu falava para cada parte do meu corpo o quanto estava feliz por ela estar me auxiliando em cada movimento, e eu agradecia. Isso me fazia compreender a complexidade daquele movimento que aparentava ser simples e ordinário, mas que tinha por trás uma beleza absurda. E como era diferente quando eu praticava essa conexão…

    Ou seja, viver essa experiência de fluxo não ocorre tão por acaso assim, como costumamos pensar. É preciso estar preparada, focada e envolvida para que tudo esteja conectado e permita que o fluxo aconteça.

     

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  • ryanking999 / 123RF Banco de Imagens
    Saiba como ter uma ótima segunda-feira
    Por Alenne Namba Life Coaching

    Toda semana é igual: você se esforça a semana toda para que seu fim de semana seja um momento de diversão ou descanso. Mas e se você pudesse encontrar uma fórmula para que esse momento de paz pudesse ser curtido todos os dias da sua vida?

    Faça um teste: pegue um espelho e dê uma olhada agora. Vá, deixe de preguiça! Procure um espelho e me diga: como você se vê? Cansado, tranqüilo, animado, ansioso? A sua resposta pode depender do dia da semana.

    Segundo uma pesquisa recente da agência de mídia PHD Global, nós nos sentimos menos atraentes aos domingos e às segundas-feiras. É justamente quando nosso humor tende a estar mais baixo. Afinal, sentimos que a ralação ocorre durante a semana, enquanto o final de semana é a hora da liberdade. O problema de continuar pensando assim é que você começa a se comportar (toda semana) como se a vida fosse uma fatalidade, como se durante a semana você fosse apenas uma vítima da situação.

    Continue lendo este artigo para ressignificar essa imagem distorcida (e injusta) da pobre segunda-feira. Você irá saber como:

    DICA # 1 – Manter uma regularidade ao acordar
    DICA # 2 – Permitir-se duas refeições felizes
    DICA # 3 – Organizar sua segunda-feira na sexta-feira

    Parece interessante? Continue lendo.

    Pensa bem: o que será que poderia acontecer se desejássemos que todos os dias da semana fossem como sábado? Não é justamente isso que desejamos? Quando estamos de folga ou de férias não é justamente isso o que acontece? E não é justamente o que sentimos? Equilíbrio, qualidade de vida mais satisfatória, tranqüilidade. A diferença entre o fim de semana e os dias da semana estão mais ligados ao que mentalizamos do que com a realidade propriamente dita. Proponho que você faça esse teste por 15 dias e me diga se essas 3 dicas de comportamento facilitarão a semana para você.

     

    #1 Mantenha uma regularidade de horário ao acordar

    Para dar o primeiro passo, você precisará dar uma paradinha, olhar para trás e responder: Como foi o fim de semana anterior à sua segunda-feira?

    Nós temos uma tendência a achar que o fim de semana foi feito para dormir mais. Mas essas horinhas a mais de sono trazem consigo um preço alto.

    Veja se essa história lhe parece familiar. O fim de semana chegou e você aproveita para dormir umas horinhas a mais. Mas, quando chega a segunda-feira, seu corpo sofre para alterar sua “zona de tempo de sono” do fim de semana. Por isso, a hora de acordar na segunda-feira é tão temida. Isso ajuda a explicar por que muita gente raramente consegue ter uma boa noite de sono durante a semana.

    Mas não se assuste! Isso não quer dizer que você não pode, de jeito nenhum, dormir um pouco a mais no fim de semana. Eu sei que é justamente quando você pode descansar…

    Esse ajuste na “zona de tempo de sono” só ocorre se você ficar mais de duas horas após sua hora habitual de ir para a cama. Então, se você normalmente vai dormir às 23 horas durante a semana, pode dar uma esticadinha até a meia noite ou até 1 hora da manhã. E aí você também empurra seu horário de despertar para uma ou duas horas a mais.

    Agora, se ocasionalmente você tiver de dar uma esticadinha numa noitada mais prolongada, não vale essa regra. Não estenda também o horário para acordar, mesmo que isso signifique dormir menos que 7 horas. Caso precise esticar por mais de duas horas o momento de ir para a cama, não acorde a mesma quantidade de horas mais tarde. Empurre seu horário de despertar em no máximo duas horas. Dessa forma, você vai sentir sono na hora certa no domingo à noite e estará preparado para acordar na segunda-feira sem tanta dificuldade.

    Conhece alguém com esse problema? Compartilhe essa idéia. Quem sabe essa dica pode facilitar a vida dela também?

     

    #2 Permita-se duas refeições felizes

    Por que será que nos permitimos refeições felizes somente nos finais de semana? Para a maioria dos mortais, o meio da semana é o momento para dietas mais rigorosas, enquanto nos finais de semana nos soltamos mais e deixamos espaço para auto-indulgências. E isso pode se traduzir em comer mais e se exercitar menos. Esta atitude de tudo ou nada é um convite para a comilança excessiva, e você pode acabar chegando na segunda-feira com o sentimento de auto-penitência. A partir dali você sente que tem de voltar a sofrer. A esse sentimento se junta a culpa e o estresse no trabalho, e aí você se sente como se estivesse mesmo condenado. E, para piorar, após os prazeres do fim de semana, você também pode voltar à segunda-feira sentindo-se inchado e empanturrado.

    É claro que é bem difícil suportar a idéia de desistir das recompensas do fim de semana, mas isso não é necessário. Basta que você equilibre o momento. Quando chegar o fim de semana, escolha uma refeição feliz no sábado ou domingo e continue se alimentando de forma saudável nas demais refeições, assim como você costuma agir no meio da semana. Então, se está acostumado com um lanchinho light durante a semana, mantenha-o nos fins de semana.

    Manter alguma coerência na rotina diária do meio da semana e do fim de semana dá uma sensação de permanência, o que diminui a aversão às segundas-feiras. Eu e meu marido mantemos nossa diversão saindo uma vez durante a semana e costumo sugerir o mesmo para meus coachees. Ou seja, durante a semana você também pode se permitir uma segunda refeição feliz. Dessa forma, você não se sente tão desesperado na sexta-feira à noite para dar-se um prazer qualquer. Ao manter um equilíbrio entre meio de semana e fim de semana, sua segunda-feira passará a ser encarada como mais um dia de sua rotina e não como o dia de voltar à auto-penitência.

    Sinceramente, eu espero que você não sinta essa necessidade de buscar na alimentação uma válvula de escape nos fins de semana. O ideal é realmente manter uma alimentação saudável todo o tempo. Mas, se esse não for o seu caso, compreenda que você vive num mundo real, coloque em prática essa dica e dê o seu melhor.

     

    #3 Organize sua segunda-feira na sexta-feira

    Nós bem sabemos que a sexta-feira depois do almoço é a hora de começar a chutar o balde e iniciar a contagem regressiva para a saída do trabalho. É a conhecida Ansiedade Antecipatória. Esse tipo de ansiedade pode sobrecarregar sua mente, tornando-o menos funcional e menos feliz. E, ao invés de manter suas atividades normalmente e preparar-se tranquilamente para o fim de semana, você acaba acumulando afazeres para a semana seguinte, na ânsia pela chegada do fim de semana.

    Para evitar essa Ansiedade Antecipatória e iniciar sua segunda-feira sem sobrecarga, utilize sua sexta-feira à tarde para organizar-se para a semana seguinte. Fazer um pouco de trabalho de preparação na sexta-feira pode levar apenas alguns minutos. Aproveite para fazer uma listinha de tarefas a fim de deixar sua cabeça livre para aproveitar o fim de semana e facilitar seu retorno na segunda-feira. Do contrário, você continuará chegando ao trabalho na segunda-feira sentindo-se perdido e tentando colocar a cabeça no lugar para descobrir como iniciar seu dia.

    Posso enviar o modelo de Lista de Tarefas que uso no processo de Coaching. Basta pedir a sua aqui.

    Então, topa colocar em prática essas dicas e voltar aqui para me dizer se deu certo?

    Se sim, saiba que essa diferença de mentalidade e comportamento podem te proporcionar uma semana mais divertida, mais leve e, de quebra, você pode manter sua aparência mais feliz tanto no fim de semana quanto na segunda-feira. E na terça, na quarta, na quinta…

    Espero que este artigo tenha sido útil para você. Se deseja realmente tornar-se uma pessoa mais leve e mais feliz (não importa se no sábado ou na segunda), coloque seu e-mail abaixo e receba nossos artigos e seja o primeiro a receber as novidades.

    Até a próxima e bons resultados!

    (Crédito da imagem 123rf.com)

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