• 4 maneiras construtivas de lidar com as críticas
    Por Alenne Namba

    Se você faz parte de uma equipe de trabalho, uma família, uma turma de escola, uma vizinhança, então você já teve de passar por situações como essas:

    – Já te criticaram por algo que você disse,

    – Já te julgaram por algo que você fez (ou não fez),

    – Já te criticaram por alguma opinião que você deu,

    – Já te julgaram pelas amizades que você coleciona…

    O tempo todo somos julgados por quem demonstramos ser, por nossas supostas falhas, por nossos erros reais. Mas, enquanto a vontade é a de virar as costas para quem nos julga ou nos critica, talvez essa seja exatamente a oportunidade que temos de crescer e amadurecer.

    Tenho dito aqui nos artigos anteriores que as pessoas não estão em nossa vida por acaso. O mesmo pode-se dizer sobre as situações que vivenciamos. Sei que é terrível receber críticas ou ser julgado, mas podemos utilizar essas situações para construirmos tijolo por tijolo nossas forças e derrubarmos tijolo por tijolo nossas fraquezas.

    Portanto, quando receber críticas, tente seguir os passos a seguir:

    #1

    Respire por um momento, defina seus limites, e responda, sem ficar na defensiva

    A crítica, independentemente de boa ou má, pode nos afetar negativamente. Portanto, antes de reagir, respire por um momento e peça um tempo ao interlocutor para pensar a respeito da crítica. Explique que você ouviu o que foi dito, mas que não consegue digerir aqui e agora. Diga que gostaria de retomar a conversa assim que refletir sobre o assunto.

    Se a crítica ocorre por texto (e-mail, whatsapp etc), tente não responder imediatamente. Afaste-se do texto, vá fazer outra atividade, tome um banho gostoso, faça qualquer outra coisa para refrescar seus pensamentos. Só depois de ter relaxado um pouquinho, esforce-se para responder da forma mais madura que conseguir, sem ficar na defensiva, sem ironias e sem provocar novo conflito. Tente aprender com o que lhe foi dito.

    #2

    Foque nos fatos, não no tom nem na forma que foi criticado ou julgado

    Num mundo ideal, todos deveríamos ser mestres na maneira de nos comunicar com os demais, mas isso está longe de ser a realidade. Mesmo quando estamos com a melhor das intensões e com o melhor dos conselhos, uma má escolha de palavras pode colocar tudo a perder.

    Da mesma forma, um feedback maldoso pode muito bem conter críticas construtivas e verdadeiras. Por isso é importante focar nos fatos, não no tom nem na forma. Concentre-se nas ideias do que lhe foi dito. Evite desperdiçar energia no sentimento de vitimização ou de auto-piedade. Canalize seus pensamentos e atitudes para construir algo positivo a partir daí.

    #3

    Use a crítica ou julgamento como energia para ser melhor, não como motivo para deixá-lo(a) para baixo

    Quando passamos por alguma situação difícil, nossa melhor alternativa é usá-la para crescer e seguir adiante. Não é possível viver uma vida imune às críticas, isso faz parte da vida de qualquer um. E muitas delas, por mais doloridas que sejam, são até verdadeiras. É preciso ter humildade para ouvi-las.

    Podemos usar a situação para nos motivas, para nos superar, para alcançar algum autoconhecimento sobre nossos erros, falhas, vacilos. Podemos escolher amadurecer, mesmo que não seja nada fácil.

    #4

    Entenda o ponto de vista de quem está criticando ou julgando

    Entender o ponto de vista do interlocutor não significa concordar com ele. Significa entender por que ele pensa assim. Será que o contexto no o qual foi criado e educado foi diferente do seu? Será que a família que o criou passou que tipo de valores e princípios para ele(a)? Será que a pessoa vem de outra religião, outra cultura, outra época, outra cidade, outro país?

    Se você perceber que a pessoa tem uma forma de enxergar o mundo bem diferente de você, talvez um caminho seja separar a mensagem em pontos a considerar e pontos a desconsiderar.

    Não descarte todo o conteúdo da crítica, pois você pode aumentar ainda mais sua forma de enxergar o mundo, aumentando também sua zona de conforto.

    E lembre-se: só é criticado aquele que aparece. Como diria o filósofo Elbert Hubbard, “para evitar críticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada”.

     

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  • Saiba por que você atrai a pessoa errada

    Há cerca de 1 ano, gravei esta palestra para um Congresso do qual participei.

    Agora decidi abrir publicamente o vídeo (de cerca de 1 hora) para ajudar você a entender por que escolhe pessoas erradas para se relacionar e, mais importante, compreender como quebrar esses padrões para ir em busca de um relacionamento equilibrado e saudável.

    Quero informações sobre o Coaching Afetivo (aqui).

    Quero baixar a ferramenta gratuita (aqui).

     

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  • No Dia dos Namorados, equilibre expectativa e realidade
    Por Alenne Namba

    O Dia dos Namorados é uma baita oportunidade para os pombinhos se encherem de amor. Mas também pode ser uma chance de mão cheia para as frustrações ocorrerem.

    Lembro que há muitos anos eu e meu marido insistíamos em nos presentear com roupas e sapatos. Mas nunca acertávamos na escolha. Comprávamos esperando que o outro fosse ficar maravilhado com nossas respectivas escolhas, mas ao abrir a embalagem nossas feições demonstravam o oposto: frustração na certa e para ambos.

    Depois de muita resistência, havíamos entendido que este não era o melhor tipo de presente de Dia dos Namorados que estávamos aptos a escolher um para o outro. E foi só quando aceitamos este pequeno “defeito” de ambos foi que podemos parar de nos frustrar.

    Muitas vezes nos envolvemos num relacionamento cheio de expectativas impostas sobre o outro. Mas o fato é que, quando você está com alguém que atenda a determinadas necessidades, pode ser difícil não esperar mais deles em determinados outros aspectos. Era o que acontecia com a gente. Dávamos certo em quase tudo, mas não conseguíamos comprar as roupas e sapatos certos um para o outro. Fazer o quê?

    Quando o casal entende que o vazio de suas necessidades não satisfeitas serão preenchidas por um parceiro, aí começa um grande problema. É quase certo que ninguém, nem mesmo seu parceiro, irá preencher esse vazio. Ao mesmo tempo, você coloca nele suas maiores expectativas. Qual será o resultado disso?

    Sentimento de traição, decepção, frustração.

    No processo de Coaching utilizo uma ferramenta que fala de Expectativa x Realidade. Nela explico que expectativas irreais podem levar relacionamentos a uma possível deterioração, devido ao fato de que nós erroneamente criamos em nossa cabeça a ilusão de que alguém sabe o que desejamos e, mais, fará para nós o que desejamos.

    A equação é simples: se a expectativa é > que a realidade = frustração.

    E de onde nossas expectativas se originam?

    O passado de uma pessoa é uma forte indicação para entender a origem do desenvolvimento das expectativas. As influências de nossa infância desempenham um papel significativo no que diz respeito à qualidade dos nossos relacionamentos com os outros. E as expectativas estão inseridas aí, sem dúvida.

    Quer um exemplo?

    Se uma criança vive em uma casa onde os pais não mostram interesse em ouvir sua opinião, ela pode internalizar esse comportamento e associar essas emoções no sentido de que seus pensamentos e ideias não são valorizados.

    Esse comportamento pode manifestar-se mais tarde em um relacionamento onde o parceiro não verbaliza nem o que sente nem o que deseja e, automaticamente, assume que seu parceiro deve saber o que é que ele quer. Ele tem certo que seu parceiro imagina seus desejos, assim como seus pais o fizeram acreditar. E este padrão pode levar a ressentimentos, decepções, raiva e frustração perante o outro, pois o parceiro sente que o outro é incapaz de discernir quais são suas necessidades.

    Muitas vezes esperamos que o parceiro se comporte como nós nos comportaríamos na mesma situação, mas não nos damos conta de que as pessoas (mesmo parceiras) são diferentes e se comportam de formas diferentes. Um não pode ler a mente do outro…

    Viver envolto a expectativas irrealistas também pode estar relacionado a questões de poder, manipulação e controle. E esse ponto é um dos mais debatidos dentro do meu consultório. Alguns chegam a acreditar que o outro não age da maneira por eles esperada porque o outro não se importa com eles ou não os ama.

    E sempre que essas expectativas não são atendidas, corre-se em direção à busca pelo controle da situação e muitas vezes pelo controle do parceiro por meio de comportamentos manipulativos. Essa forma de agir quase nunca dá certo e pode colocar o parceiro sob uma pressão tão insuportável que o força a concordar com aquele ponto de vista ou necessidade apenas para não ter mais seu “saco enchido”. Entretanto, uma hora essa situação explodirá.

    Se, por outro lado, o parceiro se recusa a concordar, o conflito está criado. E, mais uma vez, ele entende que sua opinião não tem o menor valor mesmo.

    Portanto, neste Dia dos Namorados, reveja suas expectativas em relação ao seu parceiro. Muitas vezes entramos numa relação com expectativas tão equivocadas que, com o tempo, só desembocarão na morte daquele amor.

    A comunicação é um dos caminhos para se reestabelecer o equilíbrio entre Expectativa e Realidade. Ela influencia diretamente na forma como um enxerga o outro e do que um pode esperar do outro.

    Uma comunicação aberta pode estabelecer esse compromisso de compreensão entre o casal, de modo a cada um entender as necessidades e desejos um do outro e de entenderem o que cada um pode (e consegue) prover um para o outro.

    Quando os casais são capazes de perceberem seus defeitos (eu e meu marido não conseguimos comprar sapatos e roupas adequados um para o outro…) sem entender que isso é o fim da relação, o relacionamento pode até crescer mais forte, sem tantas expectativas distorcidas e irreais.

    Para aprender mais sobre o assunto, leia o eBook gratuito 4 Erros que matam qualquer relacionamento.

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