• Saiba como se sair bem em momentos de mudança
    Por Alenne Namba

    Como você se sente quando precisa fazer mudanças? Geralmente há aqueles que gostam de mudanças e aqueles que odeiam tudo isso.

    Eu, pessoalmente, adoro mudanças. Na verdade, eu, meu marido e minha filha adoramos experimentar coisas novas. Infelizmente meu filho mais novo é avesso a mudanças: ele é canceriano. (rsrsrs, brincadeira!)

    Para mim, as mudanças me mantêm com aquele sentimento de desafio, eu me sinto viva. Mas se você é daqueles que tem ojeriza à ideia de mudança, aqui estão 10 dicas que te podem fazer largar esse medo e abraçar os momentos de transição.

    #1
    Tente mudar sua perspectiva

    Mudança é crescimento, aprendizado. Ou você já aprendeu tudo o que precisava aprender? Já provou tudo o que precisava experimentar? Já tentou de tudo o que precisava tentar? As chances de encontrar algo realmente novo e fantástico lá fora são enormes. Aproveite-as.

    #2
    E se…?

    Uma das maiores razões que nos fazem não gostar de mudança é que tudo pode estar acompanhado desta bendita frase: e se…?

    E se não der certo?E se for a escolha errada? E se eu não conseguir? E se eu não gostar? E seu eu ficar sem o que já conquistei hoje? E se eu falhar?

    Está na nossa natureza se preocupar e pensar sobre as consequências de se fazer uma mudança. Mas imagine-se em seu novo papel, novo empreendimento, nova oportunidade ou novo relacionamento e visualize-se feliz, bem sucedida, forte e mais sábia. Isso é possível? Se sim, abra-se para a possibilidade de viver essa nova realidade. Não fique esperando as coisas acontecerem.

    #3
    Procure os sinais

    Você terá pistas quando for a hora de mudar. Isso é fato. Se você prestar atenção, verá os sinais, as mensagens te dizendo que está na hora.

    Quando estava no meio do meu curso de Psicanálise, vi que não conseguiria esperar até o fim para me ver trabalhando com algo diferente do que vinha fazendo no órgão público aonde ainda trabalho. Eu queria fazer algo que me desse vida.

    E estou dizendo “vida” literalmente, porque meu corpo já estava me dando sinais há bastante tempo, pois eu vivia doente. Meu corpo me deu sinais claros.

    Eu tinha de escolher entre aguardar o final do curso de Psicanálise (que demoraria anos) ou buscar algo mais imediato. E foi aí que o Coaching caiu no meu colo. Fazendo uma retrospectiva, meu Deus, foi uma das melhores decisões que tomei na vida! Eu enxerguei os sinais.

    Tive de me virar em mil para dar conta do trabalho, dos filhos, do marido, da casa, dos treinos de corrida, do curso de Psicanálise e do curso de Coaching. Mas mesmo assim eu fui. Hoje meus clientes e leitores podem me dizer se fiz a escolha certa.

    #4
    Abrace o risco

    Você não precisa ter medo de assumir riscos, precisa somente calculá-los. Hoje recebi o e-mail de uma cliente feliz da vida porque havia recebido uma proposta de emprego. Mas, detalhe, numa posição que jamais havia ocupado, não tinha experiência na área.

    Ao mesmo tempo em que ela estava extasiada pela oportunidade, estava com muito medo. Fiquei orgulhosíssima quando ela me escreveu o seguinte: “Alenne, vou colocar o medo na minha bolsa e ele vai junto comigo. Mas não vou deixar ele me paralisar. Eu vou.”

    Ah, ela sabe que terá de estudar, que terá de se preparar. Ela já deixou claro na instituição que não possui experiência, mas que irá dar seu melhor. Isso é calcular o risco, isso é tomar as medidas necessárias para obter a dinâmica certa da mudança.

    #5
    Não espere

    Uma vez que você está ciente de que quer largar aquele velho hábito, mova-se. Não importa se é o caso de iniciar um negócio, voltar a estudar, começar ou terminar um relacionamento, entrar numa academia, começar numa nova profissão. Siga em frente. Não espere.

    #6
    Pratique

    Para fazer qualquer mudança sem estar acompanhada do medo, é preciso fazer de tudo para torná-la um hábito. Tente algo novo ou faça algo diferente todos os dias. Pegue um caminho diferente para o trabalho, faça uma nova amizade, tente um novo alimento, aprenda algo novo no trabalho. Deixe-se desfrutar da emoção e da variedade de experiências e encontre a alegria de também ser bem-sucedido naquilo que você sequer conhecia, mas que a partir de agora aumentará sua zona de conforto.

    Leia também o artigo Quem disse que, para ter coragem, você precisa se livrar do medo? – Parte I e Parte II

    #7
    Faça um plano (por escrito, por favor!)

    Não, não adianta ter uma cabecinha cheia de planos. Meus clientes estão cansados de saber disso. É preciso colocar para fora, de preferência no papel. Isso torna o plano mais real, mais viável. A partir daí você conseguirá enxergar todo o cenário que uma mudança pode te trazer, passo a passo, ação a ação.

    #8
    Esteja preparado

    A melhor maneira de combater a ansiedade que pode vir junto com a mudança é fazer sua lição de casa.Faça pesquisas, planeje ao máximo e tire suas dúvidas. Saber que estar preparado para dar o seu melhor vai te trazer a confiança necessária para passar pelas transformações que irão surgir.

    Leia também o artigo Pare de se preparar e comece a agir – Parte I, Parte II e Parte III

    #9
    Simplesmente aprenda

    Naturalmente nem todas as mudanças são para melhor. Algumas delas vão resultar em perdas ou tristeza. Algumas são difíceis de aceitar. Mas todas são mudanças que te trarão uma nova forma de ver a vida, porque você fatalmente irá crescer a partir delas. Tente ver cada mudança como crescimento e tire as lições que irão decorrer dela.

    #10
    Abrace a mudança

    Faça uma decisão consciente de se abrir para a mudança. Deixe-se explorar novos caminhos, novas possibilidades. Abra-se para a transformação e surpreenda-se com a sua capacidade de se movimentar, de crescer, de se expandir, de ir em busca da sua felicidade.

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  • Quem disse que, para ter coragem, você precisa se livrar do medo? – Parte II
    Por Alenne Namba

    Na Parte I deste artigo, você compreendeu que o medo é até positivo, que precisamos dele para nos mantermos em movimento, para que possamos nos tornar corajosos e para sairmos da nossa zona de conforto.

    Leia também Como saí da minha zona de conforto e encontrei o caminho da felicidade.

    Agora, também é importante que tenhamos em mente que é preciso ter um nível saudável de medo. Afinal, nós já sabemos que tudo na vida precisa de moderação, de equilíbrio.

    O que você não pode deixar é que o medo te paralise, que não te permita agir. Aí não estamos falando só de medo, estamos começando a entrar na seara da covardia. E a covardia está ligada ao EXTREMO medo de errar. Mas mais uma vez te lembro de que errar é viver. Quem não vive, quem não age não erra. E vice-versa.

    O medo pode ser um inimigo ou um aliado. Essa escolha é você que irá fazer. O medo por si só não é ruim. Sem o medo não precisaríamos de coragem nem de ousadia. E era justamente aqui que eu queria chegar neste segundo artigo.

    Para que você não sinta mais medo numa determinada situação, tudo o que você NÃO pode fazer é lutar contra ele. É uma luta em vão. Não importa se o seu medo é o de se relacionar de novo e sofrer, ou de não dar conta da responsabilidade de um novo emprego, de falar o que sente para seus pais, ou de não conseguir ser uma boa mãe ou pai. Se você lutar contra o medo, vai perceber que ele ao longo do tempo continuará lá, bem juntinho de você. Ele não irá para lugar nenhum.

    Então o que você pode fazer se não pode matar o próprio medo, sabendo que o medo fica ali no meio do seu caminho, podendo te impedir de ser ou ter o que quer?

    A resposta é: OUSADIA.

    É um paradoxo estranho, mas eu já disse que quando você aceita o medo é justamente ele que te permite acessar sua coragem e, a partir daí, sua capacidade de ousar.

    É aí que entra a chave da questão: quando você ousa, quando dá o primeiro passo, o medo já não pode mais te controlar, você mudou sua relação com ele sem se livrar dele. Você está dizendo para ele o seguinte: “Olha, medo, eu sei que você está aí. Tudo bem, eu até aceito. Mas eu não vou deixar de fazer o que quero fazer, o que preciso fazer, mesmo que você esteja me acompanhando. Eu posso até ir devagar, mas eu vou.

    Gente, isso me arrepia. Não arrepia você?

    O medo só aparece quando você está prestes a fazer algo significante na sua vida. Ele não aparece quando você tem de escovar os dentes. Isso você já está mais do que acostumando a fazer. Não é surpreendente que o medo apareça quando algo novo está para ser feito!

    Quando se trata de sair da zona de conforto para fazer algo novo, como falar em público, dizer um NÃO para alguém, iniciar um novo relacionamento, viajar pela primeira vez ao exterior, começar um novo emprego, é claro que nosso medo aparecerá. Ele estará ali, pode estar certo disso. E não tem nada de errado em ele estar ali. Essa é a questão.

    O que você não pode fazer é deixar que ele te paralise, que te impeça de fazer suas escolhas, de não experimentar, de não viver. O que você tem de fazer é exatamente optar por exercer sua ousadia (e ela está aí em você, todos nós já a utilizamos diversas vezes na vida, principalmente na nossa infância e adolescência).

    Ser ousado significa simplesmente que você escolheu se comprometer a tomar uma atitude, a agir, a ser maior do que seu medo. E muitas vezes essas atitudes começam de forma bem pequena, bem tímida mesmo.Você precisa começar, mesmo que aos poucos.

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    Lembra quando começou a nadar? Você simplesmente se jogou na piscina já engatando num nado borboleta super perfeito ou foi colocando o pé primeiro, sentindo a água, percebendo se a piscina era funda ou rasa? Com o tempo foi se sentindo mais consciente da sua capacidade, do que foi vendo como os coleguinhas faziam, da forma como seu corpo reagia à água e aos seus movimentos na piscina. Tudo isso foi te dando mais confiança para continuar, para agir em direção à experiência, ao costume com a água.

    Eu sempre digo no consultório que não somos príncipes o tempo todo, tampouco somos mendigos o tempo todo. Nós nos alternamos entre essas duas personas o tempo todo. Então diminua sua autocrítica, siga seu caminho, não importa o que os outros irão pensar. Eles também estão lutando contra seus medos, também são príncipes e mendigos. Portanto, viva, escolha viver. Mesmo que o medo esteja ali sentadinho ao seu lado. Ele não é seu inimigo.

    E você, o que você teme ou temia e que foi capaz de superar? Como tem exercido sua coragem e sua ousadia no seu dia a dia? Deixe um comentário aqui.

    Leia também Pare de se preparar e comece a agir.

    Leia também Historias que os clientes contam: Superação.

    Leia também Enfrente seus medos: 6 dicas para viver uma vida mais real.

     

     

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  • Quem disse que, para ter coragem, você precisa se livrar do medo? – Parte I
    Por Alenne Namba

     

    Recebi um e-mail de um rapaz nesta semana que me chamou bastante atenção:

    Preciso de uma ajuda sua. Eu me sinto meio confuso e perdido, estou me sentindo com medo de tudo basicamente, na verdade sem coragem pra nada, e eu era muito corajoso, mas não sei mais como lidar e voltar a ser assim novamente. Isso não é depressão, nem síndrome do pânico, pq já falei com um especialista. Só estou meio medroso, entende?

    Esse e-mail me chamou a atenção porque também estou atendendo coachees que estão lutando contra seu medo de falhar novamente, porque sentem que já falharam anteriormente e sentem um medo absurdo de passarem pelo mesmo sentimento.

    Então decidi escrever este artigo para ajudá-los a entender melhor como funciona essa relação Medo x Coragem.

    A coragem é a vontade de agir, apesar do medo.” Michael Hyatt

    Coragem não é a ausência de medo, mas sim o julgamento de que algo é mais importante do que o medo.” Ambrose Redmoon

    Como essas duas frases mostram, coragem e medo estão intimamente conectados e são essas frases que estabelecem a base do que irei falar nestes dois posts (Parte I e Parte II).

    Parece-me que meu leitor deseja se afastar do medo e se aproximar da coragem, mas a questão é que a coragem não é a ausência de medo, mas sim EXIGE medo.

    Ok, deixe-me explicar melhor.

    Se você não tem medo de alguma coisa, então não precisa de coragem para enfrentá-la. Percebe? Só buscamos dentro de nós um estímulo para que a coragem surja quando precisamos lutar por algo, por alguém, por alguma situação. E isso acontece diariamente em nossas vidas.

    Vou contar uma história particular que irá ilustrar bem esse paradoxo.

    Quem me acompanha sabe que, além de Coach, também estou me formando como Psicanalista. E justamente desde o mês passado eu e meus colegas de turma iniciamos nosso atendimento com a comunidade. Ou seja, a partir de agora podemos atender como Psicanalistas.

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    Nas últimas aulas sobre Técnica Psicanalítica, meus colegas bombardearam a professora de dúvidas sobre como atender, como se comportar, se iriam dar conta, se estavam preparados, como perceber se o paciente está apto para a análise, qual a melhor abordagem para aquele problema específico, enfim, as dúvidas eram muitas. E junto com todas essas dúvidas, percebia-se um medo grande ali, um receio de não conseguir, de não atender bem, de não saber como encarar o paciente, de não conseguir fazer a interpretação certa na hora certa. Junto com a dúvida e o medo, também se notava uma enorme ansiedade.

    Eu, do lado de cá, estava me sentindo relativamente tranquila, talvez um pouco ansiosa sim, mas definitivamente sem medo. E por quê? Porque eu já havia passado por essa fase, já havia tido todas essas dúvidas quando me formei no curso de Coaching.

    Lembro que também tive muito medo, estava extremamente assustada, receosa de não ser boa o suficiente, de não conseguir ajudar meus coachees, de não ter aprendido o suficiente, de não falar o que precisava falar no momento certo, de não saber qual a melhor ferramenta usar, de meu coachee não atingir seus objetivos. Estava com muito medo!

    Sentar com uma pessoa que vem em busca do seu trabalho para que você o ajude a encontrar soluções não é nada fácil. E é mais difícil ainda quando você não tem experiência, quando nunca atendeu na vida. Imagina isso! Eu precisei de muita coragem para enfrentar meu medo, e eu estava com muito medo.

    Depois entendi que meu medo estava bastante ligado ao fato de não querer errar. Veja só, eu não queria errar! Daí você me fala: “É claro, Alenne, que você não vai querer errar. É justamente esse o nosso medo!

    Mas é justamente aí que entra nosso ego, nosso desejo de ser o que não somos. Nós não somos perfeitos, nós iremos fatalmente, em algum momento, errar. E só quando aceitamos esse fato é que conseguimos caminhar. Aquela célebre frase que diz que só erra quem faz é a pura verdade. Se eu tivesse me mantido segurando as mãos do medo, congelada ali com ele eu estaria como meus colegas estavam se sentindo: ao lado do medo.

    Mesmo sem experiência, mesmo sem ter atendido uma única pessoa na vida, eu simplesmente fui. E de lá para cá muita coisa mudou na dinâmica do meu processo de Coaching. Muita coisa! Hoje o medo não me acompanha mais no que diz respeito a atender alguém, não importa se como Coach ou Psicanalista (em relação a isso especificamente, porque é óbvio que ainda tenho medo de outras tantas coisas. E isso é normal!). Eu não preciso mais de coragem, porque não há medo.

    Então é justamente o medo que alimenta a coragem. O medo é apenas o início necessário para você exercer a coragem. Sem medo, não podemos ser corajosos. O medo é a chamada à ação e a ação é o que te faz ser corajoso. E depois que você age, você começa a se sentir familiarizado com a coisa toda e o medo vai dando lugar à experiência, ao costume. Da próxima vez que precisar passar pela mesma situação, você não precisará mais de coragem, porque o medo não estará mais ali.

    Clique aqui para ler a Parte II deste artigo.

     

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