• 7 coisas que você deve fazer para sobreviver a um rompimento

    Todos nós já tivemos nossos corações abalados por um fim de um relacionamento. Quando isso acontece o chão desaparece sob nossos pés. Eu sei bem disso não só por experiência própria mas também pelo que ouço no consultório e, mais ainda, nos e-mails que meus leitores me mandam.

    Tenho uma leitora fiel que tem passado por esse sofrimento. E me bombardeou com dúvidas, angústias, indecisões. Por isso resolvi escrever este artigo. Para que não só ela, mas também para aqueles leitores silenciosos que estão passando pela mesma situação.

    Há uma luz no fim do túnel e diversas maneiras de ajudá-la a chegar lá. Aqui estão algumas maneiras de auxiliá-la em seu caminho para que você encontre a felicidade novamente, sozinha ou acompanhada.

    1. Não fale com o(a) Ex

    Sinceramente esta é a regra Nº 1, e não é à toa.

    Por que é tão importante manter a distância após uma ruptura? Essa foi uma das perguntas que esta leitora me fez. Não é necessário que a distância permaneça ad eternum, mas é essencial que vocês não se comuniquem mais nem por e-mail, facebook, telefone, pessoalmente, pelo menos no início.

    A distância é essencial enquanto você ainda se encontra vulnerável. O risco de ficar emocionalmente pior ainda enquanto os contatos perduram é altíssimo, e vejo isso na prática em consultório. É como manter-se nadando numa piscina de álcool enquanto está dilacerada por giletes. Uma hora ou outra vocês irão acabar falando coisas que machucam causando mais dor e ansiedade.

    Se acontecer de vocês, num futuro, voltarem, não será em meio a mais lágrimas e flechas lançadas. Se você busca o caminho mais rápido para a cura, afaste-se. Pelo menos inicialmente.

    2. Externalize suas emoções

    Chore, grite, xingue. Coloque para fora seus sentimentos. Não os reprima (repito isso o tempo todo…).

    Não finja que a dor não está te consumindo. Não se faça de forte. Não deixe esse sentimento apodrecer dentro de você até se tornar uma doença perigosa. É natural sentir-se mal, triste, com raiva após uma ruptura.

    Quanto mais você externalizar o que está aí dentro, menos intensos os sentimentos se apresentarão com o tempo. É justamente essa faxina que te proporcionará dar mais um passo para frente.

     3. Aceite

    Uma das mensagens mais recorrentes nos e-mails que minha leitora enviava era a da não-aceitação do fim do relacionamento. Ela simplesmente não aceitava o fim. E sofria ao se questionar o tempo todo o porquê de ter acontecido.

    Lidar com o fim de uma relação é bem parecido com aqueles programas de 12 passos dos Alcoólicos Anônimos. Quanto mais cedo você ficar longe do seu vício, mais você estará no caminho da aceitação.

    Esta estratégia não acontece à toa. É preciso fazer um esforço para encarar a situação o mais objetivamente possível, como se você estivesse se enxergando de fora, mesmo quando você não concorda com a separação.

    Se ele(a) não te ama mais, isso realmente é muito triste e você vai sim chorar muito por conta disso. Sua missão agora é chegar o mais próximo possível do aqui e agora, do hoje, da realidade. Ficar longe do que poderia ter sido, da fantasia, do que não existe mais.

    É claro que pode levar algum tempo para que a mente e o coração encontrem esse aqui e agora e se recupere, portanto se você quer que esse caminho seja mais curto, então aceite o fim.

    4. Encontre-se (essa é a minha predileta)

    Eu sei que não só minha leitora teve essa sensação, você também deve ter passado por isso.

    Com o fim de um relacionamento, a sensação é de que você perdeu um pedaço de si. E como isso dói…

    E, embora saibamos que isso não ocorreu na realidade, façamos um exercício de imaginação. Então imagine que você realmente perdeu uma parte de si. Ok. O que acha de encontrá-la novamente?

    Talvez você deixe de fazer suas caminhadas no fim do dia, porque só fazia sentido quando estivesse acompanhada por ele. Talvez você não vá mais àquele restaurante, porque certamente te lembra ele. Talvez você passe a odiar sorvete de chocolate, porque vocês dois adoravam acabar um pote enquanto assistiam a um filme no sofá.

    Existe um monte de escolhas que nos fazem especiais. Assim como existem escolhas que fazem um casal ser especial. O que você pode fazer agora é ir em busca do que te faz especial, independentemente de quem está ao seu lado. Isso faz parte do seu charme. Ou você não tinha nada para oferecer quando vocês se conheceram? É preciso resgatar esse charme (ou criar um novo).

    Aproveite o rompimento para descobrir coisas novas sobre si mesma. Você irá se surpreender.

    5. Divirta-se (Sim, isso é possível!)

    Você sabe, todo mundo sabe, que ficar enfurnada em casa não irá te levar a lugar nenhum. Quero dizer, pode te levar sim a um peso muito maior do que o que você tem hoje.Se a gente se enfurna em casa, chorando e sofrendo, o ataque à geladeira é inevitável para compensar o sofrimento (raras são as exceções…).

    Chegará um momento (e espero que seja em breve) que você terá de sair de casa. Saia com as amigas, vá ao cinema, ao parque, à boate, a uma aula de culinária, a um passeio de kart. Faça algo que te possibilite sorrir e se sentir bem por dentro, mesmo que por algumas frações de segundo.

    Lembre-se que o riso é terapêutico e é preciso que você faça algo por si mesma. Mas é preciso que você faça algo espontâneo e natural para que sua gargalhada flua antes mesmo de você perceber.

    6. Preste atenção em seus pensamentos

    Repeti isso diversas vezes para minha leitora: você tem de focar em você, não mais no que a ex faz ou deixa de fazer, age ou deixa de agir. É preciso avançar e não se agarrar aos pensamentos do passado.

    As lembranças podem surgir em sua mente como momentos felizes (ou não). Reconheça-os e daí sorria ou chore. Mas não se agarre a eles.

    Não fique relendo as mensagens trocadas, não fique namorando as fotos que sobraram. Agora é hora de concentrar-se no presente e ele diz respeito a você, somente. Neste momento, a página de vocês dois já virou. Pode até ser que você volte a folheá-la. Mas para saber a história por completo, terá de prosseguir pelas páginas seguintes.

    7. Aproveite para refletir

    Não importa o que a vida te traz, refletir sobre o assunto é sempre uma daquelas coisas que te trazem ao centro novamente. Aprender com o que viveu, com o que experienciou é para poucos, porque para isso é preciso se colocar numa posição mais afastada, mais concentrada. E muitas vezes o que fazemos é justamente desejar nos manter naquela vibração negativa, de sofrimento, de dor.

    Você só irá entender o que aconteceu e aprender com tudo isso quando for capaz de refletir sobre o que deu certo e o que deu errado. E isso só será possível depois de seguir os passos anteriores. Portanto, nada de ficar parada. Mãos à obra!

    E, por fim, sugiro que você conheça o eBook completo – Como superar o fim de um relacionamento. Com ele você estará 100% preparada para dar a volta por cima e voltar a viver feliz, seja sozinha ou com um novo amor. Clique aqui para saber mais.

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  • Meu filho está usando drogas?
    Por Alenne Namba

    Recebi esta dúvida de uma leitora assídua do site e decidi compartilhar com vocês a resposta que ofereci àquela mãe aflita.

    Esta é uma dúvida muito comum entre pais de adolescentes. Por isso, se você também se questiona sobre o assunto, não se assuste.

    A adolescência, a gente já sabe, é uma fase complexa, é como se fosse um segundo parto. A criança está acostumada a se comportar conforme a dinâmica dos pais e aí quando ela cresce e vira um adolescente, ela começa a se comportar do seu jeito próprio. É outra pessoa. Não é mais aquele bebê.

    Daí você, mãe e pai, junta isso aos hormônios, ao crescimento acelerado, é como uma nova fase do jogo de videogame. Muda tudo! Muda ele e deveriam mudar os pais também. Eu digo “deveriam” porque os pais tem de acompanhar essa linguagem e esse comportamento novo, diferente.

    Vou dar um exemplo: seu filho acorda e faz manha dizendo que não quer ir à escola. O que você faz? Fala para ele parar de preguiça e se arrumar porque senão vai chegar atrasado. Não é isso? Ok.

    Agora imagina um segundo cenário: seu filho acorda com febre, com náuseas, diarreia e diz que não quer ir para a escola. O que você faz? Se comporta do mesmo jeito que o cenário anterior? Fala para ele parar de preguiça e se apressar? Claro que não! Os fatores mudaram. Tudo mudou. Seu comportamento será outro diante dessa nova situação. Seu filho se apresenta de outra forma nesse momento.

    Com a adolescência é a mesma coisa. Por que os pais hesitam tanto em aceitar isso?

    E por que eu digo isso? Porque muitos pais percebem a mudança de comportamento em seus filhos e já pensam que o filho está usando drogas. E muitas vezes estão longe disso…

    Então, mãe e pai, antes que você se “pré-ocupe” com caraminholas na cabeça, vamos lá às minhas sugestões.

    Primeiro, tente criar uma via genuína de ligação com seu filho, de forma natural, nunca imposta. Observe seu filho. Observe em que momentos ele se torna agressivo. O que aconteceu logo imediatamente antes para ele ficar assim? Houve alguma grande mudança na vida dele?

    Segundo, observe-se. E essa é a dica mais importante! Você é uma mãe ou um pai agressivo? Grita com seu filho? Não o prioriza em sua vida? Você age da mesma forma com seus outros familiares, esposo, esposa? Como é sua relação com os outros? Difícil?

    Eu sempre sugiro que os pais olhem para si para entenderem o comportamento dos filhos. Geralmente os filhos são espelho dos pais.

    Há algum vazio aí nesse adolescente que ele quer preencher com algo externo. Pode ser droga, sexo, agressividade, comida, pode ser inclusive estudo em excesso. A pessoa tenta fechar um buraco com algo que nunca vai fechar totalmente esse buraco.

    Não é porque o menino se comporta de modo diferente que necessariamente tem droga na jogada. Para você saber se há mesmo droga nessa história, procure primeiro se preparar para lidar com a situação. Indico dois livros do Içami Tiba (Adolescentes, quem ama, educa e Juventude e drogas: anjos caídos). Ambos irão clarear bastante o cenário na cabeça dos pais.

    Já adianto também alguns comportamentos e o que você pode fazer, porque só o amor não cura pessoas que usam droga, como muitos pais pensam.

    #1
    Observe

    Tente perceber se as roupas do seu filho estão com cheiro de álcool ou droga. O dinheiro que ele ganha some logo ou ele tem vendido suas coisas? Como está o desempenho dele na escola?

    #2
    Pense antes de agir

    Evite o conflito, brigas, agressividade. Antes de qualquer ação, busque provas concretas.

    #3
    Hora de dialogar

    Diálogo, como a própria palavra diz, pressupõe duas pessoas falando. Então nada de tom professoral, nada de sermão. Aqui a hora é de falar e de, principalmente, ouvir. É necessário que você deixe claro que não concorda com o comportamento de seu filho, mas que está ali para ser parceiro dele, para ajudá-lo a sair dessa. Se não agir assim, não conseguirá acessar seu filho e as portas ficarão fechadas para você. Se você for agressiva e começar um conflito, vai se erguer ali um muro e aí qualquer solução vai ser quase impossível.

    #4
    Procure ajuda especializada

    Se sua desconfiança se confirmar, procure ajuda em grupos de apoio ou de um profissional. Não tente lidar com a situação sozinha.

    Agora também é importante discernir se o menino está experimentando drogas, realmente, ou se está usando outras substâncias que não são drogas. Já vi famílias exporem um adolescente e castigá-lo de forma contundente por estar usando Whey Protein! A família, por desconhecimento, acreditava que o suplemento alimentar era “bomba”! Puxa vida… Coitado desse menino! É preciso primeiro se informar, conhecer e depois tomar medidas que estejam de acordo com o fato em si. Muitos pais são impulsivos e colocam os pés pelas mãos. Assim como esperam que seus filhos não façam… Filhos são espelho, não é?

    E, por fim, e mais importante, encare esse desafio com firmeza e amor. Sem amor, sem criar uma conexão com seu filho, tudo fica mais difícil. Então busque ajuda para você, caso se sinta impotente. E conte comigo para o que precisar.

     

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  • Priorize-se!
    Por Alenne Namba

    Ok. 2015 já mais do que começou. Estamos em fevereiro. Se você fez sua lista de resoluções de Ano Novo, eu espero que já esteja agindo para tornar real pelo menos um dos itens que elencou na sua lista dos sonhos.

    Agora se você ainda não deu nenhum primeiro passo sequer, é bom saber que a mente sem nada para fazer começa a seguir padrões aleatórios, ou seja, fica perdida, vivendo sem rumo. E geralmente fica assim só se deixando parar em pensamentos de culpa, negativos ou dolorosos.

    Já uma mente envolvida em algo útil não abre espaço para pensamentos indesejáveis. Concentrar-se em alguma atividade reduz os sentimentos de culpa, solidão e, consequentemente, eleva positivamente a visão sobre si mesma.

    Então, como sugestão inicial para este novo ano que começa, proponho este exercício muito simples: escolha 3 das atividades abaixo para praticar pelos próximos 60 dias, até que elas se tornem um hábito natural para você. E se você gostar da brincadeira (séria, por sinal!) vai poder escolher mais 3 a cada 60 dias e assim por diante.

    Este exercício é um COMPROMISSO CONSIGO MESMA e eu espero que lá na sua lista de resolução de ano novo você tenha se colocado como prioridade em 2015. Então siga minhas instruções e deixe suas 3 escolhas encherem sua vida de boas e novas experiências nos próximos 60 dias.

    #1
    Recicle-se

    Focar em si mesmo é o que você está fazendo agora ao ler este artigo. E nada melhor do que aproveitar esse centramento para especializar-se profissionalmente ou pessoalmente. Matricule-se naquele curso que há tempos você deseja fazer. Aproveite seu tempo sozinha para priorizar seu crescimento. Esta é a hora.

    #2
    Cuide do visual

    Você conhece seu estilo próprio? Sabe como gosta de se apresentar, sabe como gosta do seu cabelo, gosta de maquiagem? Você se arruma como gostaria ou o faz de forma a agradar os outros ou alguém em especial (um namorado, talvez…)? Agora é a hora de experimentar o SEU jeito de ser. Escolha roupas diferentes, consulte um personal stylist, pinte o cabelo de outra cor, faça uma limpeza de pele. Descubra-se, esteja aberta às infinitas possibilidades. Experimente!

    #3
    Exercite-se

    Você está cansada de saber que a endorfina liberada pelas atividades físicas é uma arma poderosa para sentir-se bem. E por que não aproveitá-la para dar um gás no seu caminho de amadurecimento e superação? Caminhada, corrida, musculação, crossfit, squash, tênis, escalada, paraquedismo. Quantas são as escolhas! Delicie-se num esporte que faça sua adrenalina subir. É tudo o que você precisa agora.

    #4
    Faça sua lista de filmes

    Sabe aqueles filmes que você gostaria de ter visto, mas que seu ex não tinha a menor vontade de assistir com você? Agora é a hora de atualizar sua lista da sétima arte. Apenas tenha cuidado para não encher a lista de dramas românticos e acabar caindo na tentação de ligar para o ex. rsrsrs

    #5
    Adote um amigo

    Mais do que um amigo, um animal de estimação costuma ser um recurso de cura para quem está num momento delicado, de tristeza, de ansiedade. O animal não precisa de muita coisa, apenas de atenção. E você também precisa de atenção. Então é uma ótima oportunidade de cuidarem um do outro.

    #6
    Curta a natureza

    O contato com a natureza é capaz de ajudar na recuperação de qualquer dia ruim. Ela estimula a vontade de viver. É o que diz este artigo da Revista Mente e Cérebro (eu amoooo esta revista!). Coloque a coleira no seu novo amigo e faça um passeio no parque da sua cidade, vá para a praia, faça um piquenique no zoológico ou embaixo de uma árvore gostosa. Essa é a atividade certa para aquietar seus sentidos e sentir-se pronta para um dia a dia mais leve.

    Para qualquer mudança na sua vida é preciso levar para os eu dia a dia as mudanças que deseja. E isso só é possível com a prática, com a ação. Ficar parada, você já sabe, não te leva literalmente a lugar nenhum.

    Então siga de verdade este exercício, pare de reclamar da vida e comece a entender por que existem tantas pessoas felizes por aí. Elas simplesmente decidiram viver, experimentar, agir.

    E se você quiser conhecer mais 6 atividades que você pode incluir no seu dia a dia, clique aqui e baixe o eBook gratuito Tarefas a fazer: Amar a mim mesma.

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