• Como encontrar a felicidade
    Como saí da minha Zona de Conforto e encontrei o caminho da felicidade

    Pérolas não aparecem na areia da praia. Se você quiser uma, você deve mergulhar no mar.” Provérbio chinês

    Você já se perguntou se sua vida diária reflete suas crenças, seus valores? Ou você faz parte das milhares de pessoas que vão levando a vida sem vivê-la verdadeiramente? Existe uma grande diferença entre viver e sobreviver.

    Há 10 anos atrás eu era uma dessas pessoas. Minha vida era uma coletânea de atropelos e os frutos que eu colhia por não fazer uma leitura consciente dos meus desejos mais íntimos eram depressão, infelicidade, raiva, angústia, frustração. E eu vivia um eterno questionamento. Eu acreditava que estava fazendo tudo certo. Mas o “certo” não estava conectado com meus valores nem com a Alenne de verdade. Esse “certo” era o que eu havia aprendido como “certo”. Então vivia me questionando: “Eu faço tudo certo… Por que não sou feliz?

    Depois que descobri que a vida é bela sim quando nossas atitudes estão alinhadas com nossas crenças, com quem realmente somos, é que entendi o que é felicidade. Mas foram longos 10 anos de muito autoconhecimento e muita reflexão. Muita! E um dos maiores aprendizados ao longo dessa jornada foi: é preciso ampliar ao máximo a Zona de Conforto.

    E é por isso que decidi escrever esse artigo. Quero dividir com você quais os passos que segui para expandir minha Zona de Conforto e encontrar meu propósito de vida, ao invés de viver uma vida segura dentro da minha caverna e cheia de arrependimentos.

    1. O futuro não é óbvio

    Num belo dia, no meio da minha sessão de análise, minha psicanalista me disse algumas frases que mudaram a minha vida: “Alenne, fazer o certo pode trazer segurança. Mas quem disse que segurança é o mesmo que felicidade? A felicidade é surpresa!”

    Caramba, aquilo ecoou dentro de mim de uma maneira muito forte. E reverbera até hoje. Como eu disse, eu vivia reclamando que era uma pessoa correta, que fazia tudo certo e que mesmo assim não conseguia colher os frutos. O que eu fazia no passado não condizia com o que eu colhia no futuro.

    Mas aí é que se encontra o significado da bendita frase da minha analista: o futuro não é seguro, muito menos óbvio. A vida está em constante mudança e disso você está careca de saber. Mas o que você pode não compreender é que se você resiste às suas mudanças, você irá sucumbir.

    Charles Darwin uma vez escreveu sobre a sobrevivência do mais “apto”. Ele não falou sobre a sobrevivência do mais “resistente”. Assim como diz a teoria chinesa do bambu, é preciso ser flexível nas situações adversas da vida. Aqueles que se adaptam às mudanças conseguem melhor sobreviver e alcançar seus anseios. Então, por que será que muitas pessoas perdem tempo mantendo intacta sua Zona de Conforto, vivendo fechadas em suas cavernas?

    O futuro está vivo e não é resultado de um destino fatal. E para conseguir qualquer felicidade é preciso ir em busca de sua missão, é preciso se conhecer, é preciso ter coragem de expandir essa Zona de Conforto. Se você quer algum significado no seu futuro, acredite, nada está perdido. Coragem!

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    2. A inação leva ao ódio por si mesmo

    Inicialmente, viver dentro da sua caverna é uma excelente forma de se manter bem seguro. Ali, como no útero, nada poderá te atingir. Mas assim como é preciso romper a bolsa e nascer para a vida, você também precisa avançar para fora da caverna. Cada vez que você se rende ao medo e se mantém parado, mais cedo ou mais tarde, você acaba se odiando por não ter agido.

    Quantas pessoas você conhece que se arrependeram amargamente por não terem amado como poderiam, por não terem tentado como poderiam, por não terem viajado como poderiam, por não terem vivido como poderiam? Você é uma delas?

    Se você deseja viver uma vida chata, sem aventura, sem frio na barriga, sem surpresas, mantenha-se seguro na sua caverna. Mantenha sua Zona de (des)Conforto do tamanho em que ela se encontra. Continue indo aos mesmos lugares, fazendo as mesmas coisas, conversando com as mesmas pessoas, comendo a mesma comida.

    Mas se você quiser descobrir do que é capaz e como sua vida pode ser uma viagem sensacional, comece agora. Saia da caverna, aja, faça aquilo que você sempre teve medo de fazer. Só assim você vai entender o que é ter orgulho de si próprio.

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    3. Vale a pena a jornada

    É certo que sair da caverna pode te proporcionar muita felicidade. Mas é certo também que o caminho não será fácil. E todos nós sabemos que o que é muito fácil não é tão saboroso. Sua jornada pela expansão da sua Zona de Conforto pode apresentar obstáculos, dificuldades, atribulações, autossabotagem… Mas, por experiência própria, vale a pena continuar.

    Eu sempre tive um objetivo muito claro em minha mente: quero paz. Sempre visualizei um caminho florido, com algumas pedras aqui e ali, mas colorido e cheio de possibilidades. É assim que sempre visualizei aonde eu queria chegar. Há 10 anos atrás meu caminho era escuro e sem cor. Mas, hoje, posso dizer que já cheguei na porta desse caminho florido. Passei por muita dificuldade e todas por obstáculos que eu mesma criei para mim. Não posso dizer que a vida não foi generosa comigo. Ela sempre foi. Mas eu não enxergava.

    Aprendi muito durante a jornada, e ainda aprendo. Conheci muita gente, aprendi muito com todas elas. Com as boas e com as más. Todos os obstáculos que ultrapassei me deixaram mais sábia e, ao mesmo tempo, mais humilde. E foi por enfrentar os meus medos e continuar firme no meu propósito que fui capaz de lutar contra as incertezas da vida. A busca pela felicidade é sempre precedida por duras verdades. E agradeço àqueles que foram capazes de me manter alerta a essas verdades. (Obrigada, irmãs e marido!)

    Por isso, reafirmo, saia da caverna e mantenha-se firme em sua jornada. Você irá cair e será capaz de levantar. Você só não pode desistir nem deixar de aprender com a jornada. No final, você terá amado enfrentar seus monstros.

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    4. Você pode encontrar um tesouro

    Há uma célebre frase do mitólogo Joseph Campbell que diz: “Aquela caverna a qual você mais teme é justamente a que esconde o tesouro que você procura”. Eu adoooooro essa frase!

    Esse é o melhor motivador para que você enfrente justamente aquilo que você teme. Ouço muita gente dizer (principalmente homens) que não precisam de terapia. Oh, eu me pergunto: “Quem não precisa de terapia?”. As pessoas mal se conhecem. Se elas se conhecessem saberiam que sempre há muitas mudanças a serem feitas. E para melhor!

    E aí essas mesmas pessoas passam a vida dando murro em ponta de faca. Continuam reclamando de suas más escolhas, de seus pífios resultados, de sua infelicidade nos relacionamentos, de seu insucesso no emprego. Ora, se você não sabe o que quer, se não se conhece intimamente, irá em busca de quê?

    Quantas não foram as histórias de pessoas, conhecidas ou não, que desafiaram o conforto de sua caverna e surpreenderam ao encontrar seu tesouro? Eu sou uma delas e conheço mais um punhado de gente que chamo de Capitães de própria vida. Elas se enfrentaram e conseguiram.

    Posso citar como exemplo, uma cliente que finalizou o processo na última semana. Ela chegou buscando uma mudança efetiva na vida, mas tinha muito medo. Principalmente porque já tinha 50 anos e não acreditava que havia muito espaço para mudanças. Ela foi guerreira, ela abraçou o processo de Coaching, ela se dedicou, ela foi em busca de outras terapias que impulsionaram ainda mais todo o processo. No final, ela saiu segura de que qualquer objetivo que ela definisse para si teria retorno. Ela encontrou dentro de si uma mulher forte, capaz e, principalmente, merecedora. Mas para chegar aí, ela teve de enfrentar um fantasma que a acompanhou por toda a vida. Hoje, esse fantasma está enterrado, descansando no lugar onde sempre deveria ter estado. Ela entrou na caverna que mais temia e foi lá que encontrou seu maior tesouro: ela mesma.

    Se ela não tivesse sentindo incômodo, se não tivesse tido coragem, se não tivesse buscado ajuda, ela não teria saído do lugar. Ela não teria ampliado sua Zona de Conforto. O destino é traçado quando nos colocamos a caminhar. E esse caminho só pode ser descoberto por você. E você só consegue descobrir o caminho se se lançar para fora da caverna.

    Pode ser que você não descubra o significado da sua vida antes de iniciar a jornada. Pode ser que você só faça essa descoberta durante a jornada. Não importa. Apenas afirmo uma coisa com convicção: quando você descobre por que motivo está aqui, você chega bem perto do nirvana. A partir daí, basta continuar com os pés em movimento.

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  • 4 sinais de que seu relacionamento não está indo bem
    4 sinais camuflados de que seu relacionamento está indo mal

    Por mais que você espere, este artigo não é um manual mágico de como saber se está na hora de colocar um ponto final no seu relacionamento. Infelizmente, não há uma receita pronta que sinaliza o início de problemas nos relacionamentos. O que apresentarei aqui para você é uma maneira simples de identificar os sinais que podem estar levando seu relacionamento para o fim. E como mudar esse cenário.

    Costumo dizer que a forma como esses problemas se apresentam na sua vida é bastante camuflada. Aparentemente nada tem a ver com o relacionamento em si. Quer um exemplo? Uma mulher que está chateada com o marido pode preferir ficar mais um pouquinho no trabalho, para não ter de voltar logo para casa. Da mesma forma, ela pode ficar impaciente com as crianças porque o marido preferiu sair com o amigo do que com ela, naquele dia em especial. O marido, por outro lado, pode preferir sair com o amigo, porque quando sai com a mulher só ouve lamentações sobre a rotina e reclamações sobre seu jeito de ser.

    Esse casal pode não fazer ideia de que seu comportamento é reflexo do que está acontecendo na vida afetiva de ambos. Mas é exatamente sobre esse assunto que este artigo se trata: os 4 sinais camuflados de que seu relacionamento está indo mal. Afinal, embora não haja uma receita pronta, será ótimo tentar detectar os problemas de relacionamento pela forma como vocês se comportam, antes de eles se tornarem tão prejudiciais ou, pior, antes de levarem ao fim.

    1. Você mantém as críticas no ar

    Você pode não se dar conta, mas a crítica sempre se torna um hábito destrutivo. Seu intuito é sempre menosprezar o outro. E eu sempre me pergunto: como pessoas que dizem que se amam, menosprezam seu próprio objeto de amor? Não soa contraditório? Vejo em meu consultório pessoas que trazem essa demanda e que acabam por perceber que seu hábito de criticar o outro nada mais é do que uma forma de se sentir superior e no controle. À medida em que trabalhamos essa questão no processo de Coaching, esses clientes aprendem a aceitar seu parceiro, a compreender seu comportamento, a resolver seus conflitos de forma equilibrada. Eles aprendem, por exemplo, a trocar a frase: “Você nunca presta atenção no que eu falo!”, por “Eu me sinto triste quando você não presta atenção no que falo.” Mas, mais importante do que trocar as palavras, é trocar o tom de voz. Que tal já começar a treinar nesta semana?

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    2. Você despreza o outro

    Xingar, expor ao ridículo, desrespeitar, depreciar, ser sarcástico, ironizar, desdenhar. Tudo isso é desprezo pelo outro. E esse é o maior calo em um relacionamento. Não há como seguir em um relacionamento onde se alimenta o desprezo. Casais saudáveis valorizam um ao outro. Uma vez ouvi de uma mulher muito sábia que o casal tem de ter orgulho um do outro. Não importa em que aspecto, mas pelo menos deve haver algo a se orgulhar. Concordo. O casal deve ter a habilidade de validar o que o outro faz e buscar falar a mesma língua.

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    3. Você está sempre na defensiva

    Você está sempre precisando defender seu ponto de vista? Sente-se pisando em ovos e medindo as palavras em seu próprio relacionamento? Pergunto a você: onde está a compreensão, a liberdade, a comunicação? Não seriam essas as bases de um relacionamento? Ficar dando desculpas pelo que você fala ou faz, mudar de assunto para não entrar em conflito, justificar o mau comportamento do parceiro, não seria tudo isso prejudicial a um relacionamento equilibrado? Como bem mostra esta ferramenta da Pirâmide do Relacionamento, o casal precisa definir bem seus limites, comunicar um ao outro empaticamente, respeitar-se. Assim, fatalmente encontrarão a parceria tão desejada num relacionamento.

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    4. Você cria um muro de proteção

    No início do meu casamento eu tinha muita raiva quando queria discutir algo com meu marido e ele simplesmente se retirava do ambiente. Isso me matava! Hoje, mais de uma década depois, já conseguimos estabelecer uma relação saudável. Agora eu sei como abordar o assunto e ele responde de forma tranquila. Mas percebo que aquele tipo de comportamento (fugindo do assunto) não só evitava o conflito, como mantinha a situação como estava, ou seja, sem solução. Ir embora, sair para fumar, recusar-se a falar ou ficar apenas resmungando ou fazendo piadinha, todos esses são obstáculos ao auto-conhecimento e ao auto-controle. Ouvir o problema, esfriar a cabeça, fazer uma auto-reflexão e apresentar seus argumentos pacificamente indicam que você tem maturidade suficiente para levar adiante um relacionamento equilibrado. Um relacionamento sem obstrução significa coragem em relacionar-se ao invés de varrer para debaixo do tapete e ignorar os problemas do casal.

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    Se você percebe em si ou no outro algum desses sinais silenciosos, não se desespere. Todo casal é capaz de mudar seu comportamento com a devida orientação e a prática diária. O Coaching Afetivo pode ser uma maneira útil de compreender o fluxo de um relacionamento saudável e praticar ferramentas de comunicação eficazes.

    Seu relacionamento está assim? Conhece alguém que esteja passando por isso? Compartilhe!

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